Conceitos de sociedade e indivíduo à luz de Herbert Blumer, Howard Becker, Herbert Marcuse, Theodor Adorno, Jürgen Habermas e Niklas Luhmann.

Páginas: 23 (5504 palavras) Publicado: 26 de maio de 2014
Licenciatura em Sociologia – Ano letivo 2013/2014





Conceitos de sociedade e indivíduo à luz dos autores e correntes estudadas
Ensaio Crítico


Ensaio crítico solicitado pelo professor João Teixeira Lopes, cruzando os vários
autores e correntes propostos no programa da disciplina
de Correntes Atuais da Sociologia I, explanando
a conceção de sociedade e indivíduo.janeiro de 2014
Com o auxílio de várias referências bibliográficas, na qual inclui as principais obras de cada um dos autores supramencionados, desenvolvi o conteúdo presente neste ensaio. Considerei igualmente todos os aspetos adicionais desenvolvidos nas aulas teórico-práticas e nas sessões de orientação tutorial. Abordarei o Interacionismo Simbólico e dois autores, Herbert Blumer e HowardBecker, e a Escola de Frankfurt com Herbert Marcuse e Theodor Adorno. Acrescenta-se ainda, a Sociologia Alemã Contemporânea referente a Jürgen Habermas e Niklas Luhmann. Iniciando, a Escola de Chicago foi criada em 1890 por intermédio de doações de 45 milhões de dólares de John D. Rockefeller, e torna-se a primeira no mundo a oferecer cursos superiores de sociologia. A designada PrimeiraEscola de Chicago evidencia grande influência de Mead; já a Segunda, e nesta que centro particular atenção, tem como principais autores H. Blumer e H. Becker.· Ao definir a Escola de Chicago, importa citar Pité: “escola da ecologia urbana nascida na Universidade de Chicago que se caracteriza por tentar descrever e compreender as mudanças sociais e culturais provocadas pelo desenvolvimento dascidades” (Pité, 2004,p.25).
O interacionismo simbólico não pode ser avaliado independentemente da Escola de Chicago. Aquele é considerado uma espécie de continuação de algumas partes do pensamento do grupo heterogéneo de teóricos e pesquisadores que formaram a Universidade de Chicago e influenciaram a sociologia norte-americana no período de 1890 até 1940. Plummer considera que delinear ahistória do interacionismo simbólico reveste-se de elevada dificuldade, assim afirma que para muitos o termo foi marcado por Blumer em 1937, num artigo retrospetivo acerca do estado da psicologia social da altura, projetado para um público estudantil (Plummer, p.227). Segundo Blumer, “symbolic interactionism is a down-to-earth approach to the scientific study of human group life and human conduct.Its empirical world is the natural world of such group life and conduct. It lodges its problems in this natural world, conducts its studies in it, and derives its interpretations from such naturalistic studies” (Blumer, 1986).
Blumer sugere nesta citação para a forma pragmática desta abordagem sem recurso a abstrações. Por outras palavras, importa observar, enquanto interacionistas, as interaçõessociais sem pressupostos teóricos prévios bem como considerar a experiência social como a unidade social básica. Contudo, acredito que as suas metodologias ligadas à observação e aos métodos quantitativos (por exemplo: observação deambulante, direta, participante; conversas informais, emersão) se comprometiam pelo facto de darem ênfase às pesquisas de terreno, rejeitando a função de comando dateoria.
O autor refere igualmente um conceito muito usado na fenomenologia social de A. Schütz, que nos reenvia para a nossa pertença comum, o mundo onde nascemos e somos socializados. Adiciona-se ainda a existência de símbolos, convenções, interações e linguagens que permitem o entendimento. O sociólogo defende que o self é construído continuamente, é um efeito e produto da interação. A visãocontextual do eu é resultante do contexto e constrói-se pela acumulação das experiências que o eu transporta para a interação. Nesta linha de pensamento Blumer assegura que não há o eu sem o outro nem o outro sem o eu, e que a sociedade não pré-existe aos indivíduos (isto é, não há relação de antecedência).
Na verdade, vivemos num mundo de constante ajustamento quer da situação quer dos outros, e...
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