conceito, massificação e prostração na adicção

Páginas: 9 (2072 palavras) Publicado: 18 de agosto de 2014
CONCEITO, MASSIFICAÇÃO E PROSTRAÇÃO NA ADICÇÃO.

O texto Uma breve reflexão sobra a drogadição de Clayton Ezequiel dos Santos, vem tratar
especialmente desta problemática, fazendo uma comparação com o modo de agir e pensar existente
no tratamento destes casos, concluindo através de estudos já realizados sobre o tema, a dificuldade
de se trabalhar esta questão, onde ela não venha só atenderaos interesses de apenas uma das
partes envolvidas. Até porque quando a questão é o usuário de drogas, nossa tendência é lidar de
uma forma moralista e conservadora sendo injusto com o mesmo devido ao rompimento com as
normas nos esquecendo de que nossa sociedade atualmente é grande consumidora das chamadas
drogas lícitas, como o café, cigarro, o uso do álcool presente como objeto de prazerincentivado em
quase todas as ocasiões, os psicofármacos que trazem a promessa de felicidade.
O problema da drogadição vem sendo muito discutido nos mais variados segmentos do
conhecimento, porém só enxergamos aquilo que nos é mostrado através dos meios de comunicação,
que é a violência gerada pelo submundo das drogas, e isso nos causa pavor. Várias indagações são
feitas tentando entender o queleva essas pessoas a fazerem uso da droga, seria más influências,
lazer, curiosidade, sofrimento, solidão e perdas ao longo da vida? Interpretar esta relação entre
sujeito e droga é muito difícil, pois abrange várias categorias, como uso indevido, abuso e a
dependência, ou seja adicção. Este último é o ponto que mais chama a atenção neste trabalho, por
chegar a uma situação limite, anecessidade por um objeto de prazer, que leva o individuo a
escravidão.
Segundo Gurfinkel (1995), essa dependência pode ser muitas vezes por outros objetos e não
pela droga propriamente dita, é importante não somente considerarmos as toxicomanias como um
tipo especial de uso de drogas, mas como um modo particular de adicção, porque muitos podem ser
os objetos de uma adicção, por exemplo, a paixão, atelevisão, a comida, enfim qualquer objeto que
não se consegue resistir. Escravizado pelo objeto que lhe da prazer, o toxicômano não consegue
parar de usar a droga, pois ela alivia sua tensão, mediante a sua incapacidade de pensar e se
esvaziar através da fala. Mas a ingestão da mesma muitas vezes não é eficaz, fazendo aparecer logo
após o alívio de tensão a falta de prazer, recomeçando assimum novo ciclo compulsivo.
A prerrogativa "eu sou dependente",

“toxicômano”, “viciado em drogas”, como traço de

identidade, torna a aparecer nas falas dos sujeitos. Essa auto-identificação parece estar em harmonia
com um imaginário que a própria sociedade criou, lidando com a questão de forma moralista e
conservadora, imprimindo ao usuário um peso excessivo, reforçando a situação deimpossibilidade
física ou moral que é inevitável diante do controle do uso de drogas. Como exemplo temos o discurso
dos Narcóticos Anônimos (NA) e da própria medicina, que ainda colocam o uso de drogas no lugar de
doença incurável. Diremos que na realidade os toxicômanos permanecem alienados a um discurso
social. Um aprisionamento tendendo à um longo período numa repetição inútil de várias formas deabstinências. É como se a nomeação "dependente" ou "drogadicto" se referisse a algo determinado
geneticamente. O indivíduo fica totalmente prostrado. Como se a partir do momento que esses
sujeitos assumissem essa identidade, nela já estivesse incluída a posição de impotência perante a
droga, e isso tornasse sua condição natural e inquestionável. Sendo assim, não dando a eles uma

nova formade pensar e agir sobre o seu uso de drogas, possibilitando-os de eximirem-se de suas
responsabilidades.
Quando está internado, com a ajuda da desintoxicação, o “drogado” reconhece a sua condição
de vida, porém não quer relembrar nada, na maioria das vezes, sua fala é para limpar da memória a
dor do passado, como se acreditasse que na retirada da droga nasceria um novo sujeito, que seria de...
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