Complicações pós-operatórias imediatas

Páginas: 6 (1291 palavras) Publicado: 25 de março de 2012
COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS IMEDIATAS

SAMUEL ANTÔNIO RAFFO CONSTANT *
Carla MACHADO ALVES *
CLEBER DARIO PINTO KRUEL *
LUIS PAULO SCARAVAGLIONE *

* Professores de Cirurgia da Faculdade de Medicina da PUCRS.
SlNOPSE:
Os autores tecem considerações a respeito das complicações pós-operatórias mais freqüentes e seu tratamento.
INTRODUÇÃO

Todo o paciente submetido atratamento cirúrgico está sujeito a uma série de eventos —caracterizados e definidos—clinicamente designados de complicações pós-operatórias, que podem ser imediatas ou tardias.
As complicações imediatas podem ser gerais — quando suscetíveis de ocorrerem em qualquer procedimento cirúrgico — e específicas - quando próprias de determinadas patologias.
O objetivo do presente trabalho é fazer algumasconsiderações a respeito das complicações do pós operatório imediato.
COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS IMEDIATAS MAIS FREQUENTES
Das complicações pós-operatórias imediatas, as mais freqüentes são as complicações respiratórias, as complicações da ferida operatória, as infecções urinárias e as doenças tromboembólicas.
COMPLICAÇÕES RESPIRATÓRIAS

As complicações pós-operatórias que
afetam opaciente nas primeiras quarenta e oito horas são, em geral, da área respiratória (4). Podem surgir em pacientes sem problemas respiratórios prévios ou serem uma extensão de outros, pré-existentes ao procedimento cirúrgico.
As complicações respiratórias mais freqüentes são a atelectasia, pneumonia, obstrução da via aérea, aspiração e colapso do pulmão, todas produzindo um certo grau dehipoventilação pulmonar.
A mais importante complicação pulmonar no período pós-operatório é a atelectasia. Esta é causada por bloqueio mecânico da via aérea e, a menos que haja regressão, produzirá pneumonia bacteriana nas partes colapsadas do pulmão. O fenômeno ocorre mais freqüentemente em pacientes de idade avançada e fisicamente pouco vigorosos, sendo agravado pelos traumas cirúrgico e anestésico.
Oquadro clínico se caracteriza por hipertemia, taquipnéia, taquicardia, podendo apresentar cianose, sudorese, dependendo da área comprometida. Não tratada poderá produzir a morte rapidamente, por insuficiência respiratória aguda ou por pneumonia e suas complicações É tratada com expansão pulmonar através de exercícios respiratórios e de tosse (medidas ativas) ou por intervenção direta do médicocom manobras mecânicas capazes de produzir limpeza da árvore tráqueobrônquica e expansão pulmonar adequada (medidas passivas).
A obstrução da via aérea pode ocorrer na saída da sala de cirurgia após a extubação, pela queda da língua para a faringe. As secreções retidas podem obstruir os brônquios. Pode ocorrer o espasmo bronquial, diminuindo a capacidade ventilatória do paciente e aumentando assecreções retidas. Outras vezes, pode ocorrer a aspiração do conteúdo gástrico obstruindo a via aérea. A ação da secreção gástrica leva a inflamação, capaz de levar ao espasmo brônquico, passível de evoluir até a morte.
INFECÇÃO DA FERIDA OPERATÓRIA

Na gênese da infecção da ferida operatória, os dois fatores mais significativos são a técnica cirúrgica e a relação hospedeiro-parasito (2). Asduas fontes potenciais de contaminação são o próprio paciente e o ambiente da sala de cirurgia.
Uma série de publicações relatam vários outros fatores capazes de influenciar o aparecimento da infecção da ferida operatória mas cremos serem os acima citados os mais importantes e mais ao nosso alcance sob o ponto de vista da profilaxia através de uma adequada preparação do paciente e do ambientecirúrgico.
O quadro clínico se caracteriza por hipertermia e dor local excessiva, terminando por apresentar, entre o 4.° e 10.° dias de P.O. os sinais clássicos de dor, calor, rubor e tumor. Nesta fase, a ferida é considerada um processo supurativo - um abscesso. Poderão ocorrer sinais de septicemia.
O tratamento consiste em drenagem ampla, debridamento adequado e diário, com retirada de todo...
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