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Páginas: 419 (104749 palavras) Publicado: 4 de junho de 2014
Colleen Gleason

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Por favor prestigie o autor e incentive a editora comprando o livro. Prefácio
O sofrimento da viúva

Um mês depois de perder seu marido, Vitória saiu às ruas de
Londres.
Na parte mais negra da noite, enquanto o resto da cidade
estava recolhido, em segurança, e a maioria dos membros da elite
havia se retirado para o interior, durante a temporada de caça,
Vitória Gardella Grantworth de Lacy, marquesa de Rockley,
caminhou sozinha pela região de cortiçosconhecida como Seven
Dials.
O embotamento permeava seus ossos. O desencanto e a
dormência, mesclados com tristeza e raiva, profundas e corrosivas
que faziam suas pernas se moverem, à semelhança dos passos de
soldados, um pé diante do outro. Não era apenas em deferência a
seu estado de luto que ela usava preto, dos pés à cabeça, mas
também para permitir que ela se misturasse com as sombras,entrando e saindo: ser vista quando assim o desejasse mas, caso
contrário, integrada à escuridão.
Ela usava roupas masculinas, para facilitar os movimentos e
porque tinham o cheiro de seu marido. Também as envergava como
um silencioso protesto contra o rigor da sociedade, exigindo que ela
ficasse sentada em sua casa às escuras e não fizesse nada por um
período de 12 meses. Seus lábios securvaram sem graça, ao
pensamento do que diriam toneladas de matronas caso soubessem
de suas andanças.
A cartola, alta o suficiente para esconder sua grossa trança,
também tinha sido de Filipe. Quando a colocou pela primeira vez na
cabeça, ela havia sentido o perfume de alecrim da brilhantina que

ele usava nos cabelos. Agora o agradável, familiar, doloroso aroma
fora perdido no mau cheiro dasfezes de cavalos, dos dejetos
humanos e outros refugos que lotavam as ruas de Londres, nos
piores bairros.
Aquelas ruas eram estreitas e próximas, com construções
erguidas a uma largura que mal dava passagem a um ser humano.
Quase não se via janelas, e quando havia, cada moradia
ostentava venezianas quase despencando ou portas mambembes,
senão ambas. Carruagens e mesmo montarias eramraridade,
especialmente nas primeiras horas da manhã, quando ainda estava
escuro e havia rufiões e bandidos à espreita de inocentes
desprevenidos.
Vitória sabia que não iria encontrar vampiros para caçar
nessa noite. Todos tinham escapado da cidade, com sua rainha,
Lilith, havia um mês.
Não, Vitória não esperava encontrar um morto-vivo para
fincar uma estaca de madeira nele, mas queria, sim. Ah,queria!
Precisava.
Tinha necessidade de sentir o sangue correndo por todo seu
corpo de novo, o sangue que parecia estar entorpecido entre um
fluir muito lento e uma parada, estufado como um lago coberto de
detritos, em suas veias. Tinha necessidade de se mexer, de se
esforçar, de sentir de novo. Tinha de se vingar.
Precisava de absolvição.
Vitória virou a esquina e imediatamente ingressouna sombra
do velho edifício de tijolos que circundara. Do lado oposto, no
espaço que era considerado uma rua, nessa área de Londres, ela
viu duas figuras.
Uma delas, um homem corpulento. A outra, uma mulher
jovem; na verdade, uma menina, porque mal alcançava as axilas do
sujeito. A meia-lua, incidindo sobre a rua, iluminava bem os dois.
Vitória podia ver que a garota estava apavorada,suplicava, lutava..,
enquanto o homem, se prevalecendo de sua força e altura, a
segurava pela garganta, ao mesmo tempo em que apalpava seus

seios, arrancando o corpete de seu vestido. As pequenas mãos dela
puxavam e arranhavam os braços peludos dele, tentando
alternadamente cobrir-se, tirar a mão que apertava seu pescoço e
afastar a outra mão do sujeito.
Vitória deu uma olhada ao redor,...
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