Colônia penal feminina de abreu e lima

Páginas: 13 (3234 palavras) Publicado: 19 de março de 2013
INTRODUÇÃO

A simbologia do cácere exerce sobre mim grande fascinação. A nata dos transgressores, sociedade dentro de outra sociedade, um gueto que renegou “o contrato social” de Rousseau. Coisa que consome pessoas e devora tempo. Desgasta física e emocionalmente. Coisa inventada para que nosso sentimento de vingança seja aliviado. E que depois do dia 13 de março de 2013, deixou de habitar meuimaginário para ser coisa vista por meus olhos.

Recife, 17 de março de 2013 – Marcelo Patu

COLONIA PENAL FEMININA DE ABREU E LIMA

PRIMEIRA PARTE
(FIAT LUX)

ENTRADA

Todos entregam seus documentos e vão entrando gradativamente. Na parte de dentro, um funcionários nos faz uma introdução. Ano de construção, capacidade máxima para 500 detentas mas com população atual superior a 700.Diz também para que nós não acreditemos no que elas falam. Que elas mentem quanto ao possível fim de suas penas. Depois de mais alguns detalhes, andamos por um corredor comprido e entramos a direita.

PÁTIO EXTERNO
Cerca de 15 mulheres trabalhavam em máquinas de costura, costurando lençóis dentro de um grande galpão com grades e cadeados. Ficaram um pouco envergonhadas com nossa presença.Trocamos olhares, mas nenhuma palavra foi trocada a princípio. Caminhamos para outro galpão no mesmo pátio. Lá é o lugar feito para que elas recebecebam visítas intimas, porém não estava

funcionando. Um pouco mais a frente, o guia nos falou que mulheres não recebem muitas visitas intimas, os maridos geralmente abandonam quando absorvidas pelo sistema prisional. Por um momento pensei napossibilidade de o guia ter falado como uma justificativa plausível para que o lugar não funcionasse. Caminhamos em direção ao mesmo portão em que entramos, no caminho, perguntei se aquelas máquinas de costuram eram conseguidas por meio de doações ou governo provia. Respondeu que eram de uma empresa privada que contratava essas presas e lhes pagava um salário, parte dele dado a ela e outra parte, depositadanuma conta para que seja entregue quando atingir a liberdade, e além disso, para cada três dias trabalhados, um dia era diminuido em suas penas. Abrio o portão e voltamos ao corredor.

COZINHA

Entramos em uma enorme cozinha industrial onde várias das detentas trabalhavam fazendo o almoço. Pilhas de panelas gigantes, espalhadas no chão, perto de um vazamento que jorrava um fino jato d´aguaque numa tentativa frustrada de tapa-lo, aguém fez um tampão com sabão amarelo. Alguns dos meus colegas pergutaram o conteúdo das panelas. Uma das cozinheiras destampou, e nós vimos: galinha guizada, feijão verde, macarrão e arroz. Não tinha uma cara ruim, entre tanto não gostaria de almoçar por lá. Fomos caminnhando até parte onde se armazena as provisões, e cruzamos por várias presas cortandocenouras e descascanto batatas com facas na mão. Vimos o armazém dos secos, e a geladeira e câmara frigirífica que ficavam em sua frente. O guia tornou a falar, explicando o quanto eles sofrem com a falta de atenção por parte do Estado, a frequente falta de verba, e os meios encontrados por eles para fazerem dinheiro. Alguém perguntou sobre o atual problema de racionamento de água enfretando porPernambuco hoje, e como faziam para que 700 pessoas ficassem calmas sem água. Respondeu que o abastecimento não era feito apartir da COMPESA, e sim de um poço artesiano próprio, o qual nutria com folga as necessidade internas. Saimos de lá, e voltamos ao corredor.

SALA DE AULA E ENFERMARIA

Do corredor principal entramos em um menor, e nesse haviam duas alas. A primeira do lado direito era umpequeno centro de saúde. Cartazes de campanha de prevensões de vários tipos de doenças, balanças, aferidores de pressão arterial, glicose, enfermeiras e detentas vestindo umas camisas vermelhas. De pronto surgiu a pergunta, porque elas vestem essa roupa expecífica e o que elas fazem. Elas são colaboradoras do presídio, ajudam na lida dos pavilhões e organização. Um dos colegas pergutou se elas...
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