Clínica do Setting em Winnicott

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Clínica do Setting em Winnicott O setting winnicottiano é baseado na relação entre mãe e bebê, relação essa que será determinante durante todo desenvolvimento emocional do ser humano, para Winnicott o objetivo do setting não era curar o paciente e sim favorecer o seu desenvolvimento pessoal. Para Winnicott o manuseio do setting era o principal recurso no tratamento de pacientes muito regredidos, esquizóides, borderlines ou psicóticos. Winnicott dava ao paciente o holding necessário pelo mesmo para um melhor andamento da terapia, normalmente ele iniciava a sessão com uma xícara de chá e dizia um caloroso “Olá” ao paciente que em seguida se acomodava ao divã, e sempre se despedia com um aperto de mãos, mas o setting poderia ser modificado dependendo das necessidades do paciente. Com uma paciente de 48 anos que necessitava de contato físico durante a sessão chegou a ficar uma sessão inteira somente segurando suas mãos sem falar absolutamente nada. Winnicott dizia que mais importante que não quebrar o setting era poder re estabelecer o mesmo depois da quebra. Com muitos pacientes a quebra do setting pôde trazer á tona problemas que o terapeuta não conseguia identificar e que vem á tona com essa quebra. Winnicott também tratou alguns colegas psicanalistas, entre eles Masud Khan, quem olhava como a um filho, e por isso não conseguiu sucesso com a terapia do mesmo, segundo Cooper (1998) “Winnicott olhava Khan como um filho, e você não pode analisar seu filho”. Segundo o próprio Khan o erro de Winnicott foi ter dado excessivo holding maternal, já que Winnicott mesmo concordava que não poderia ser um patriarca, que era o que na verdade Khan precisava. Então o setting com muito holding maternal só fez com que ele conseguisse controlar a energia de Khan, mas quando Winnicott morreu não tinha mais ninguém que para conter essa energia e com isso Khan acabou perdendo o sentido de self que havia sido resgatado com a análise. As teorias de Winnicott sempre colocavam a

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