cinco vezes favela

Páginas: 12 (2870 palavras) Publicado: 9 de abril de 2014
Cinco Vezes Favela é um filme brasileiro de 1962, considerado como uma das obras fundamentais para o advento do chamado Cinema Novo no Brasil. O filme apresenta cinco histórias separadas, cada uma delas com diferentes diretores: Marcos Farias, Miguel Borges, Cacá Diegues,Joaquim Pedro de Andrade e Leon Hirszman. Com produção de Leon Hirszman, Marcos Farias e Paulo Cezar Saraceni e, comoprodutora o Centro Popular de Cultura (CPC) da União Nacional dos Estudantes. Trilha sonora composta por Carlos Lyra (segmentos "Escola de Samba Alegria de Viver" e "Couro de Gato"), Hélcio Milito (segmento "Pedreira de São Diego"), Mário Rocha (segmentos "Um Favelado" e "Zé da Cachorra") eGeraldo Vandré (segmento "Couro de Gato").1
Segundo episódio: "Zé da Cachorra"[editar | editar código-fonte]
Mostraa revolta de um líder da favela que se irrita com a passividade dos companheiros que se submetem às promessas e subornos de um milionário grileiro, interessado em construir um edifício no lugar, e que tenta impedir que novas pessoas venham morar no terreno. Com Waldir Onofre, João Angelo Labanca, Claudio Bueno Rocha e Peggy Aubry. Dirigido por Miguel Borges.

Cinco Vezes Favela – Agora Por NósMesmos

Em 1962, cinco diretores de classe média alta fizeram, cada qual, um curta mostrando sua visão sobre as favelas cariocas. Eram eles Miguel Borges, Cacá Diegues,Marcos Farias, Leon Hirszman e Joaquim Pedro de Andrade. Nomes que entraram para a história do cinema brasileiro, posteriormente. Exibido na seleção oficial do Festival de Cannes deste ano (só que fora de competição), Cinco VezesFavela – Agora Por Nós Mesmos não é uma refilmagem do Cinco Vezes Favela do início da década de 60. Inspirado no curta Escola de Samba Alegria de Viver, segmento que Cacá Diegues dirigiu no longa original, o filme trás agora a visão dos diretores que moraram ou moram em favelas no Rio de Janeiro, todos capacitados através de cursos ministrados por nomes consagrados no cinema nacional, como WalterSalles, Fernando Meirelles, Nelson Pereira dos Santos, Ruy Guerra, João Moreira Salles, dentre outros.
Cacá funcionou como um coordenador do projeto, além de assinar a produção, ao lado de Renata Almeida Magalhães.
Abre parênteses: os dois estiveram presentes (vejam só que ironia) na pré-inauguração das salas Platinum (salas VIP, cujo público-alvo é a elite da capital federal) de um shopping emBrasília. Era um coquetel para a imprensa e convidados “da alta sociedade”, cuja atração principal era... um filme sobre favela! Nada mais exótico.
Pois bem. Naquela ocasião, o produtor disse que a intenção foi fazer um filme leve, sem a visão pessimista de que em favela só existe violência e tráfico; era fazer um filme sobre o cotidiano daquelas comunidades. O comentário só serviu para que ofilme caísse no meu conceito, já que em quase todos os segmentos havia criminalidade, violência e outros fatores depreciativos. Uma apresentação contraditória, que eu, pelo menos, fiquei sem entender. Fecha parênteses.
Quanto aos curtas, alguns eram muito bons, outros nem tanto, o que é característico destas compilações de curtas. O primeiro curta, Fonte de Renda, tinha como protagonista um jovem dafavela que ganhava uma bolsa na faculdade de direito, onde sofria preconceito indireto, sendo abordado pelos colegas de classe alta, que achavam que, por ele ser da favela, conseguiria drogas facilmente. Um bom curta, com boas atuações e roteiro bem desenvolvido.
No segundo segmento, Arroz com Feijão, duas crianças tentam conseguir dinheiro para comprar um frango, para comemorar o aniversário dopai de uma delas. Assim como o título, trata-se de um curta básico desde a trilha sonora (à Menino Maluquinho), roteiro, direção e atuações. Mais didático e sem graça do que deveria ou poderia.
Concerto para Violino, o terceiro segmento, foi para mim o mais impactante. É o que curta que mais vai de encontro ao discurso de favela-paz-e-amor do Cacá Diegues e mesmo sendo o mais distante do que...
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