Carta de um químico

Páginas: 2 (293 palavras) Publicado: 12 de fevereiro de 2013
Carta de um químico apaixonado
Ouro Preto, zinco de agosto de 1978.
Querida Valência Dois Mais:
Sinto que estrôncio perdidamente apaixonado por ti. Sabismuto bem que aamo. Ao
deitar-me, ainda com o abajur acesio, quando descálcio meus sapatos, mercúrio no silício da
noite, reflito e vejo que sinto sódio. Então,desesperadamente, chouro.Nosso namoro era
cério, estava índio muito bem como se morássemos em um palácio de prata, e nunca causou
nenhum escândio.
Lembro-me de que tudo começou nurârio passado,com um arsênio de mão, perto da
ponte de Hidrogênio. Você estava em um carro de cor grafite metálico com rodas de
magnésio.No rádio tocava uma música da KCl. Houve umaforte atração entre nós dois e a
ligação foi inevitável. Inclusive depois,quando lhe telefonei e você respondeu
carinhosamente: "Próton, com quem tenho o praseodímio defalar?"
Eu soube que a Inês contou que te embromo com esse namoro e que estou saindo com
uma mina, amiga do Hélio. Crômio ela é mentirosa! Manganês deixar de onda e nãoacredita
niquela diz, pois sabes que nunca agi de modo estanho contigo. Caso algum dia apronte
alguma, procure um Avogadro e me metais na cadeia. Lembra-te, porém, que nãome sais do
pensamento.
Sem ti,Valência, minha vida é um inferro.Eu brometo que nunca haverá gálio entre
nós,ou então irídio emboro. Eu até já disse quimicasaria com você.De antimônio posso
assegurar-te que não sou nenhum érbio e que trabário muito para levar uma vida estável.
Oxigênio cruel tu tens, Valência! Não permetais que eu cometaalgo errádio. Por que me
fazer sofrer tanto assim, sabendo que tu és a luz que alumínio meu caminho?
Abrácidos comovidros deste que muito te ama,
Oscar Bono.

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