carta aos Brasileiros

553 palavras 3 páginas
"O que nós sustentávamos — nós, democratas — era que o Estado de Direito é sempre primeiro, porque primeiro estavam os direitos e a segurança da pessoa humana. Nenhuma idéia de segurança nacional e de desenvolvimento econômico prepondera sobre a idéia de que o Estado existe para servir ao homem. Estávamos convictos de que a segurança dos direitos da pessoa humana é a primeira providência para garantir o verdadeiro desenvolvimento de uma Nação. Nós queríamos segurança e desenvolvimento. Mas queríamos segurança e desenvolvimento dentro do Estado de Direito.

Em meio da treva cultural do Estado de Fato, eu diria, em meu manifesto, que a chama acesa da consciência jurídica não cessa de reconhecer que não existem, para Estado nenhum, ideais mais altos do que os da Liberdade e da Justiça.

No meu manifesto, eu diria que o Brasil dos ditadores não era o nosso Brasil. No Brasil dos ditadores, a sociedade civil estava banida da vida política da Nação. Pelos chefes do sistema, a sociedade civil era tratada como se fosse um confuso conglomerado de ineptos, sem discernimento e sem critério, aventureiros e aproveitadores, incapazes para a vida pública, destituídos de senso moral e de idealismo cívico".
Cursou o ensino superior na Faculdade de Direito da USP, Turma de 1937. Foi soldado na Revolução Constitucionalista de São Paulo – 1932. Inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil como Solicitador Acadêmico em 1935, como Advogado desde 1937. Foi advogado militante a vida inteira. Professor de Direito da USP, desde 1940. Lecionou durante quase 45 anos.

Em 1985, foi aposentado compulsoriamente, ao atingir 70 anos de idade. Continuou, porém, em seu próprio escritório, a dissertar sobre a Disciplina da Convivência Humana, a grupos numerosos de estudantes em cordial visita. Pouco antes de sua aposentadoria, e pelo voto unânime do Conselho Universitário, foi honrado com o título de Professor Emérito da USP.

Foi vice-diretor da Faculdade de Direito da USP, de 1966 a 1969,

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