carina carvahais

Páginas: 15 (3525 palavras) Publicado: 9 de abril de 2014
INTRODUÇÃO
Desde Aristóteles até à atualidade, afirmava-se a distinção entre os géneros, a superioridade masculina e o seu posicionamento como grupo de referência e comparação em todos os contextos, sociais, familiares e mais recentemente profissionais, com a introdução da mulher no mundo do trabalho, pois o nível de discriminação de género era de tal ordem que não permitia à mulher a laboraçãono exterior do lar, sob a forma de trabalho remunerado.
Com o avançar dos tempos e o com o surgimento de determinados contextos históricos, a mulher foi assumindo e afirmando a sua posição social e a sua vontade, modificando a sua colaboração de tarefas quer domésticas, quer profissionais.
É imprescindível referir que há necessidade, não só, por lutar contra qualquer tipo de discriminação,como de fazer as pessoas compreenderem o porquê desta necessidade quer a nível social em geral, quer para as minorias e para o individual psicológico. Não se pode querer mudar o comportamento de uma sociedade, sem lhe mudar a atitude de uma forma justificada, compreendida e automática. As pessoas precisam de criar empatia pelas outras, sabendo o que é viver e sentir o que desperta no outro o sentidopara levar a vida naquele padrão e não noutro.
Deste modo, procuramos explicar os estereótipos de género e os efeitos que estes produzem a nível profissional, o tempo de horas despendido pelo homem e pela mulher no trabalho remunerado, nas tarefas domésticas e familiares, na dedicação pessoal; a remuneração consoante o género, a valorização profissional, os cargos profissionais e as profissõesmais comumente ocupadas por cada um destes géneros.


ESTEREÓTIPOS DE GÉNERO E TRABALHO

1. O que são estereótipos de género?
Com a introdução do conceito de estereótipo, por Lippmann, mais especificamente a sua conceptualização, poder-se-á dizer que os estereótipos são generalizações acerca dos membros de certos grupos, ou são uma instância do processo cognitivo da categorização.Simultaneamente, a categorização social serve ainda uma outra função que é a de criar distinções entre o grupo de pertença e os outros grupos, por comparação ou por contraste (Tajfel, 1983).
O primeiro objetivo dos estereótipos é o de simplificar e organizar um meio social complexo, tornando-o menos ambíguo. Mas eles servem também para justificar a discriminação de grupos e gerar preconceitos.
Osestereótipos do género caracterizam-se, segundo Fiske e Stevens (1993), pelo seu carácter altamente prescritivo em comparação com outros estereótipos. Isto aconteceria, não só, porque são das primeiras categorias a formarem-se nas crianças, mas também porque o elevado número de contactos entre as duas categorias sexuais os torna mais complexos, podendo ser caracterizados por mais subtipos que outrosestereótipos.
Concluindo, os estereótipos de género são um conjunto de crenças largamente partilhadas e organizadas acerca das características dos homens e das mulheres, pensamentos que podem não corresponder à realidade.

Fig. 1 – Quadro diferença entre sexo e género sexual


1.2. Estereótipo de mulher/ homem
Desde sempre que se assiste à afirmação das diferenças sexuais para sustentar ainferioridade feminina, limitando a sua esfera de ação, restringindo a sua autonomia e liberdade de movimentos. Estas diferenças foram atribuídas a fatores de ordem biológica, assumidas como naturais e moralmente corretas. A biologia evolucionista de Darwin, que assumia ser a mulher, uma espécie de homem cuja evolução teria estagnado em determinado momento, ainda persiste nos dias de hoje, principalmentena crença de que a biologia é “destino” para as mulheres, tendo os homens conseguido atingir a racionalidade e a livre vontade. As diferenças biológicas serviram para colocar as mulheres “nos seus devidos lugares”, isto é, na esfera familiar e nas relações de suporte afetivo.
Terman e Miles, consideraram a ausência de diferenças na medida de inteligência, implicitamente estas diferenças,...
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