capital fetiche

Páginas: 11 (2555 palavras) Publicado: 20 de outubro de 2013
Capital fetiche, questão social e serviço social
Cleomara Ribeiro
Lorena
Patrícia F. Medeiros
AntoniaJudith
Lueli Rodrigues
Jessica Peres
Resumo
Este texto analisa a mundialização do capital sob a hegemonia do capital que rende juros – o capital fetiche –, suas repercussões no redimensionamento da “questão social” na atualidade, expressões particularesque assume no Brasil e respostas institucionais. O Serviço Social é tratado como uma especialização do trabalho social no processo de reprodução das relações sociais. Acentua-se a tensão incidente no exercício profissional entre a alienação inerente ao trabalho assalariado e as projeções coletivas dos sujeitos profissionais.
Palavras-chaves: Mundialização do capital. Questão social. ServiçoSocial no Brasil.
Introdução
Transformações históricas de quantidade alteraram a face do capitalismo e das sociedades na América Latina nas últimas três décadas. Em resposta a várias e longas crises, o capitalismo avançou em sua capacidade de tornar internacional a produção e os mercados, aprofundando o desenvolvimento desigual e combinado entre as nações e, no seu interior, entre classes egrupos sociais na parte interior das relações entre poder e dependência. Nesses tempos compostos pelo grande capital financeiro, as generalizações de seus fetichismos se espalham em todas as partes da vida social: repassa a sociabilidade, impulsiona e desmancham as conquistas civilizatórias dos trabalhadores. A fetichização das relações sociais alcança o seu ponto máximo sob a hegemonia do capital querende juros e obscurece o universo dos trabalhadores que produzem a riqueza e vivenciam a alienação como destituição, sofrimento e rebeldia. Porém, ao mesmo tempo, essa sociedade apresenta um campo minado de resistências e lutas travadas no dia-a-dia de uma conjuntura diferente para os trabalhadores. Poderiam ser descritas, entre outras: as lutas dos trabalhadores sem terra pela reforma agrária;dos assalariados rurais e urbanos; as lutas de classes; das mulheres do campo e da cidade pelo reconhecimento de seus direitos; dos velhos trabalhadores, hoje aposentados. Essa multiplicidade de sujeitos e de formas de luta tem uma trama comum, oculta na diversidade de suas expressões: as tramas dos destituídos de todas as formas de propriedade alem da sua força de trabalho o conjunto dos membrosdas classes trabalhadoras forjados na sociabilidade sob o comando do capital.
1. Mundializaçao da Economia, capital financeiro e questão social.
Como lembra Husson (1999, p. 9), o processo de financeirização indica um modo de estruturação da economia mundial. Não se reduz a mera preferência do capital por aplicações financeiras especulativas em detrimento de aplicações produtivas. O discurso da“economia de cassino” é prisioneiro do fetiche das finanças, como se fosse possível frutificar uma massa de rendimentos independente da produção direta. O fetichismo dos mercados apresenta as finanças como potências autônomas ante às sociedades nacionais e esconde o funcionamento e a dominação operada pelo capital transnacional e investidores financeiros, que contam com o efetivo respaldo dos Estadosnacionais e das grandes potências internacionais. (Iamamoto, 1982: 108;109).
A esfera estrita das finanças, por si mesma, nada cria. Nutre-se da riqueza criada pelo investimento capitalista produtivo e pela mobilização da força de trabalho no seu âmbito. Nessa esfera, o capital aparece como se fosse capaz de criar “ovos de ouro”, isto é, como se o capital-dinheiro tivesse o poder de gerar...
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