Bullyng – no brasil, a legislação que trata da prática do bullyng tem como objetivo o combate, não a punição

Páginas: 5 (1249 palavras) Publicado: 21 de março de 2012
BULLYNG – No Brasil, a legislação que trata da prática do bullyng tem como objetivo o combate, não a punição.


Ana Lucia Mattos de Lima Ribeiro
Acadêmica do 2º Semestre de Direito da Faculdade
Estácio de Sá de Campo Grande
Novembro 2010



O assunto abordado neste trabalho é sobre uma prática já antiga, mas que hoje em dia vem sendo comentado e estudado com muita frequência, tendoem vista a violência que vem crescendo na sociedade. Foram feitas consultas e leituras de materiais encontrados na internet, pesquisas divulgadas por entidades na área da psicologia e da educação e notícias publicadas por órgãos relacionados à área da saúde. O material disponível sobre o assunto não é muito, pois há pouco tempo começaram a surgir publicações de livros, artigos e estudos sobre esseassunto.

É o fenômeno chamado “Bullyng”, que significa usar a superioridade física para intimidar alguém, ação baseada na força e no poder. É uma prática de discriminação combinada com violência, verbal, moral, física, que acontece nas ruas, no trabalho, mas com mais frequência nas escolas, tanto públicas quanto particulares.

O objetivo dessa abordagem é chamar a atenção das pessoas,principalmente os pais e os educadores, para um problema que vem crescendo a cada dia que passa, e, se não for tomada uma atitude urgente, nossas crianças de hoje podem ser os adultos problemáticos de amanhã, e não adianta falar que isso é coisa de criança porque não é. Adultos também sofrem desse tipo de discriminação, basta que sejam “diferentes”.

Essa prática parte de um preconceito ediscriminação, que exteriorizado por uma determinada pessoa ou grupo, com o intuito de ofender, intimidar ou até mesmo excluir alguém de grupo, como os gordinhos, ou aqueles que têm o cabelo “ruim”, usando para isso, apelidos pejorativos, agressões verbais e até mesmo físicas, podem levar as vítimas dessas agressões a se tornarem crianças ou adolescentes introvertidos, depressivos, agressivos, podem levaraté mesmo ao suicídio, se elas se sentirem muito pressionadas.

A partir da prática do bullyng surgiu o cyberbulling, que é o bullyng virtual, onde são usadas máquinas fotográficas, filmadoras, celulares, internet (e-mails, orkut, youtube) onde a propagação das imagens e comentários sobre as vítimas são mais amplas e rápidas, e sem o controle por parte da escola e dos pais.

De acordo compesquisas e levantamentos feitos por psicólogos e educadores, essas ações, podem ser resultados de exemplos que as crianças têm dentro de suas próprias casas, exemplos de pais agressivos, preconceituosos, que agridem a própria esposa ou filhos, ou fazem comentários preconceituosos contra negros ou pobres, etc.

Um estudo bibliográfico que investigou a literatura em psicologia sobre bullyng,publicado pela Revista Brasileira de Medicina, sugeriu a realização de estudos sobre o papel dos pais diante do comportamento de bullyng e/ou vitimização de seus filhos. (NEME, et al, 2008)

A pesquisadora e educadora brasileira Cleo Fante (2010), afirma que, segundo especialistas, as causas desse tipo de comportamento abusivo são inúmeras e variadas, e que, após estudos e pesquisas,possibilitou identificar a existência de uma doença psicossocial expansiva, desencadeadora de um conjunto de sinais e sintomas, a qual denominou SMAR – Síndrome de Maus-Tratos Repetitivos. Preocupada com o crescimento dessa prática vem implantando, de forma pioneira no país, um programa chamado “Programa Educar para a Paz”, que pode ser definido como um conjunto de estratégias psicopedagógicas que sefundamenta sobre princípios de solidariedade, tolerância e respeito às diferenças.

Esse programa conta com grupos de “alunos solidários” que atuam como “anjos da guarda” daqueles que apresentam dificuldades de relacionamento, dentro e fora da escola, e também, grupos de “pais solidários”, que semanalmente desenvolvem uma discussão de situações-problema, a interiorização de valores humanistas,...
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