Bullying: diga não a violência

Páginas: 8 (1986 palavras) Publicado: 31 de março de 2013
JUSTIFICATIVA

A escola é um espaço privilegiado para a construção da cidadania, onde um convívio harmonioso deve ser capaz de garantir o respeito aos direitos humanos e educar a todos no sentido de evitar as manifestações da violência, o bullying tornou-se um problema endêmico nas escolas de todo mundo.
Mas, afinal, o que é bullying? Por que tantas crianças, jovens e até adultos sofrem comesse fenômeno? De que maneira os alunos se envolvem com o bullying? E o bullying envolve muita gente? Quais são as consequências do bullying sobre o ambiente escolar? Quais são as consequências possíveis para os alunos? E para os autores e quanto às testemunhas? Com certeza no mundo inteiro, educadores, pais, psicólogos e autoridades, estão preocupados com estas questões. O bullying é realmente umproblema mundial, sendo encontrado em toda e qualquer escola, não estando restrito a nenhum tipo específico de instituição: seja ela primária ou secundária pública ou privada, rural ou urbana. Podemos dizer que as escolas que não admitem a ocorrência de bullying entre seus alunos desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo.
A palavra bullying ainda é pouco conhecida do grande público. Deorigem inglesa e sem tradução ainda no Brasil, é utilizada para qualificar comportamentos violentos no âmbito escolar, tanto de meninos quanto de meninas.
É preciso que fiquemos atentos, pois, os autores do bullying são, comumente, indivíduos que têm pouca empatia. Frequentemente, pertencem a famílias desestruturadas, nas quais há pouco relacionamento afetivo entre seus membros, os praticantesdo bullying tem grande probabilidade de se tornarem adultos com comportamentos anti-sociais ou violentos, podendo vir a adotar atitudes delinquentes ou criminosas, já os alvos dependendo de suas características individuais e de suas relações com os meios em que vivem, em especial a família, poderão não superar, parcial ou totalmente, os traumas sofridos na escola. As testemunhas também se veemafetadas, representadas pela grande maioria dos alunos, convivem com a violência e se calam em razão do temor de se tornarem as próximas vítimas.
Pesquisas mostram que o bullying envolve muita gente, um levantamento realizado pela Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e a Adolescência (ABRAPIA), em 2002, envolvendo 5.875 estudantes do 6º ao 9º ano de onze escolas municipaisdo Rio de Janeiro, revelou que 40,5% desses alunos admitiram ter estado diretamente envolvidos em atos de bullying naquele ano, sendo 16,9% alvos, 10,9% alvos/autores e 12,7% autores de bullying.
Em 2009, Pernambuco largou na frente de outros Estados. O Governador Eduardo Campos sancionou a lei 1.3995, que dispõe de medidas de conscientização, prevenção, diagnose e combate ao bullying escolar noprojeto pedagógico das escolas públicas e privadas de Educação Básica de Pernambuco. Em 2010 a discussão sobre o fenômeno bullying ganhou visibilidade com o debate de apresentação do livro “Bullying na escola”, do professor da Universidade de Pernambuco (UPE), Josevaldo Araújo de Melo. Segundo Melo, “se a violência já existe, já se instalou, seja física, moral ou psicológica, então a primeiraatitude dos pais ou professores é parar com ela. Ao controlar essa situação, aí sim, deve-se partir para os mecanismos de prevenção” (Diário de Pernambuco, Março de 2010).
A escola é o primeiro contato da criança com o âmbito público, sendo um espaço plural por natureza. É neste ambiente que crianças e adolescentes entram em contato com um conjunto de valores diferentes daqueles de sua família. Éna escola que via de regra, deverão aprender a viver em sociedade, tendo noções do coletivo, da convivência harmônica e democrática. É fundamental que, tanto em casa quanto na escola, a criança, o adolescente tenham liberdade para dizer o que pensam e o que sofrem. É fundamental desenvolver, nas escolas, ações de solidariedade e de resgate de valores de cidadania, tolerância, respeito mútuo entre...
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