Breve comentário sobre o texto A Sociedade do Espetáculo de Guy Debord.

291 palavras 2 páginas
Pesquisando sobre o texto e lendo o próprio me veio Georg Simmel e as aulas de Sociologia sobre esse autor à mente. Ao analisar a sociedade como algo inexistente efetivamente pelo conceito desta pressupor uma estagnação, além de outras teorias acerca de tal afirmação, Simmel me permite fazer um paralelo com algumas das teorias de Guy Debord presentes no livro A sociedade do espetáculo - Comentários sobre a sociedade do espetáculo.

Simmel afirma que são processos de sociação que buscam a formação de uma sociedade, o que não chega a acontecer pela coexistência de processos relativamente bem engessados pelo tempo e por sua repetição e de novos processos de sociação, o que anula a possibilidade de existir sociedade enquanto a ideia dessa compreende uma completa petrificação das relações sociais.

Com a exposição feita anteriormente retomo o objetivo principal desse trabalho lembrando que Debord, na introdução, dá importância a diversos fatores históricos políticos e econômicos que influenciam mudanças fundamentais sobre o que ele chama de sociedade pra formação de suas teses. Os arranjos sociais que se seguiram a partir desses fatores podem ser tratados como os processos de sociação de Simmel.

A fôrma de barro (sociedade) pode aparentar uma firmeza e não ser nem metade do que aparenta, mas a construção da grande importância dada ao aparente permite que haja uma dificuldade muito maior de enxergar o quão maleável é essa fôrma que nunca chegará a um estado de completa petrificação e mais, a própria possibilidade do novo, que não deixa de existir, mas, nessa construção, tomou a aparência de inalcançável e até mesmo irreal.

Destaco do texto de Guy Debord a tese 4, página 14: “O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediada por imagens.”

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