Bonifacio

391 palavras 2 páginas
Para o exercido da autoridade, tal como os outros regimes ditatoriais, o Estado Novo rodeou-se de um poderoso aparelho repressivo através do qual subordinava aos interesses do Estado os direitos e liberdades dos cidadãos, e desta forma, perpetuar a sua ação. Através da instituição da censura prévia, era exercida uma rigorosa vigilância sobre todas as produções intelectuais escritas e audiovisuais, que passava, através do laís azul, pela eliminação de palavras, imagens ou ideias consideradas ofensivas e subversivas para a ideologia do regime. Tratava-se de uma verdadeira ditadura intelectual que levava os autores a rocurarem as mais incríveis subtilezas formas ara materializar a sua capacidade e arte.
Por uma razão ou outra e por mais ou menos tempo, muitos escritores foram detidos sob a acusação de delitos políticos ou de atentado aos costumes.
Quando, em 1965, Luuanda, de Luandino Vieira, foi distinguido com o Grande Prémio de Novelística, o escândalo ocorreu não só no plano literário como político. Em resposta, a PIDE assaltaria, encerraria e extinguiria a Sociedade Portuguesa de Escritores (SPE). Acusação: "traição à pátria". O autor estava preso pela sua intervenção na luta contra o colonialismo. A notícia seria abafada pela Censura, à excepção do Jornal do Fundão que, por tê-la publicado, foi suspenso seis meses. O júri - cujos membros foram detidos; e dois deles, entretanto, libertados - era constituído por Alexandre Pinheiro Torres, Augusto Abelaira, Fernanda Botelho, João Gaspar Simões (que votou contra) e Manuel da Fonseca. O que têm em comum O Amante de Lady Chatterley e O Anti-Cristo? Que laços unemQuando os Lobos Uivam ou Fanny Hill? O que aproximou Sá Carneiro, Álvaro Cunhal e Mário Soares? Para todas estas questões, a mesma resposta: a censura do Estado Novo. São 900 títulos identificados como tendo sido proibidos pela ditadura entre 1933 e 1974, Durante o Estado Novo foram confiscadas centenas dos livros. Alguns escritores foram

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