bertand russell - problemas da filosofia Capitulo 5 - Conhecimento direto e conhecimento por meio de descrição.

Páginas: 5 (1050 palavras) Publicado: 20 de outubro de 2014
Bertrand Ruseell

Problemas da Filosofia

Capitulo 5 - Conhecimento direto e Conhecimento por meio de descrição


Neste capítulo, Russell faz a distinção entre conhecimento por descrição e conhecimento direto, por contato.
Temos conhecimento por contato daquelas coisas de que temos diretamente consciência. Para além dos dados dos sentidos essas coisas incluem:
Memórias ― Que não nos dãoconhecimento por contato do passado, mas meramente das nossas lembranças do passado.
Introspecção ― Este é o contacto com os conteúdos da nossa própria mente, a que às vezes se chama "memória de segunda ordem". Por exemplo, tanto os seres humanos como os animais têm consciência dos objetos externos. Mas apenas os seres humanos, e eventualmente outros animais "superiores", podem fazerintrospecção e ter consciência da sua própria consciência. Desta maneira, "a consciência do Sol" é algo de que posso ter consciência direta.
Nós próprios ― Russell não está seguro em relação a esta hipótese. Russell acredita que se podemos ter contacto por introspecção com algo como "sentir fome", então temos de ter contacto com duas coisas diferentes: 1) a minha fome e 2) aquilo que sente esta fome. Se nãotemos contacto com 2), então a nossa consciência da nossa própria fome não teria as propriedades de segunda ordem que ele já defendeu poderem ter. No entanto, embora isto implique ter consciência de um eu, não requer uma consciência de um eu permanente e contínuo. Por conseguinte, até que ponto temos consciência daquilo a que normalmente pensamos ser um eu é discutível.
Universais ― As ideiasgerais também são conhecidas por contacto. Russell fala mais acerca dos universais nos capítulos 9 e 10.
Quando falamos acerca de conhecimento por descrição, devemos notar que há dois tipos de descrições: definidas e ambíguas (ou indefinidas). Uma descrição indefinida é um tal e tal, e uma descrição definida é o tal e tal. Um objecto conhecido como descrição é sempre conhecido por intermédio de umadescrição definida. Se não fosse, não poderíamos dizer de que objecto estávamos a falar, pelo que dificilmente poderia ser conhecido!
Temos um mero conhecimento por descrição quando não podemos dizer "X é o tal e tal", onde X é um nome próprio ou um pronome demonstrativo como "aquilo" ou "isto". Por exemplo, conhecemos por descrição "o homem mais alto do mundo", mas a não ser que saibamos quem éesta pessoa, de modo a podermos dizer "X é o homem mais alto do mundo", conhecemos este homem meramente por descrição.
Vejamos agora o mais importante da teoria de Russell. Uma vez que só conhecemos por contacto as coisas que referimos acima, é óbvio que não podemos conhecer por contacto nem os objectos em si mesmos nem as outras pessoas. Portanto, só podemos conhecê-los por descrição. Assim,quando usamos nomes próprios como "Herman José", estes nomes são de facto uma espécie de abreviatura para as descrições. Por outras palavras, "o pensamento de uma pessoa que usa um nome próprio correctamente pode apenas ser expresso explicitamente se substituirmos o nome próprio por uma descrição.
É óbvio que a descrição que colocaríamos no lugar do nome próprio varia de pessoa para pessoa (e decertode altura para altura). Para alguns Herman José é "um apresentador muito talentoso e caloroso", enquanto para outros com menos gosto, ele é "um cota excêntrico da TV portuguesa". No entanto, contanto que o objecto a que o nome se refere seja o mesmo, a verdade e a falsidade das frases contendo esse nome próprio não é afectada seja qual for a descrição com que o nome seja substituído.
Estasdescrições são constituídas apenas por um ou mais particulares com que temos contacto e por universais. No caso de figuras históricas, existem universais como "rainha" ou "homem" e particulares que recebemos por intermédio de testemunhos escritos ou falados. No caso de pessoas que conhecemos, as descrições são constituídas na maior parte por particulares com os quais temos contacto e que são no...
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