Bases Epistemológicas da Linguistica

940 palavras 4 páginas
SLIDE 1
BASES EPISTEMOLÓGICAS PARA O ESTUDO DA LINGUAGEM
(Leroy, 1971; Mattoso Câmara Jr, 1975; Weedwood, 2002; Araújo, 2004; Lyons, 1979).
“Um longo processo preparador até o estruturalismo saussureano e o estabelecimento da Linguística como ciência” Faraco (2002, p. 28)
- A contribuição dos hindus
- A contribuição dos gregos
- A contribuição dos romanos
- As repercussões nos estudos linguísticos modernos

SLIDE 2
O longo percurso inicia-se com a descrição fonética e gramatical feita pelos hindus;
- passa pelos estudos linguísticos dos gregos e dos romanos,
- pela Idade Média, pelos estudos da época do Renascimento até o século XVIII;
- e, finalmente, pelos estudos da linguagem no século XIX.

Apesar de serem considerados como uma preparação para os estudos linguísticos depois do advento do Curso de Linguística Geral (1916), o estudo das línguas antes de Saussure tinha motivações externas à própria língua.

SLIDE 3
O interesse pelos fatos da linguagem é muito antigo e data de séculos antes da publicação dos escritos de Saussure. Porém, eram realizados estudos assistemáticos e irregulares, de acordo com a necessidade de cada povo e de cada cultura.

Exemplo para análise: trecho da crônica de Gabriel Soares de Sousa, no século XVI, no capítulo em que se declara o modo e linguagem dos Tupinambás:
“Têm muita graça quando falam, mormente as mulheres: são mui compendiosas na forma da linguagem, e muito copiosos no seu orar: mas faltam-lhe três letras do ABC, que são F,L,R grande ou dobrado, cousa muito para se notar; porque se não tem F, é porque não tem fé em nenhuma cousa que adorem; (...) E se não tem L na sua pronunciação, é porque não tem lei nenhuma que guardar, nem preceitos para se governarem; e cada um faz lei a seu modo, e ao som da sua vontade; sem haver entre êles leis com que se governem; nem tem lei uns com os outros. E se não tem esta letra R na sua pronunciação, é porque não tem rei que os reja, e a quem obedeçam,

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