BANALIDADE DO MAL

Páginas: 5 (1180 palavras) Publicado: 27 de outubro de 2014
UNIVERSIDADE ANHANGUERA - UNIAN

BANALIDADE DO MAL
OSASCO
2014


BANALIDADE DO MAL
Trabalho bimestral apresentado à
Universidade Anhanguera
para a matéria de filosofia
Orientador:
Osasco
2014

“Em nome de interesses pessoais,
muitos abdicam do pensamento
crítico, engolem abusos e sorriem
para quem desprezam. Abdicar de pensar
também é crime”.(Hannah Arendt)

INTRODUÇÃO
 
Hannah Arendt (1906-1975), jornalista, filósofa, teórica política, judia laica, professora universitária, nascida na Alemanha, detida pela Gestapo (polícia secreta do Estado alemão criada em 1933), emigrante forçada em Paris, prisioneira no campo de concentração nazista de Gurs na França (antigo campo de refugiados da Guerra Civil espanhola),apátrida e exilada sem direitos políticos até 1951 quando adquiriu a cidadania norte-americana, foi responsável por uma das obras de referência do século XX,
 As Origens do Totalitarismo
(1951).Hannah viveu num dos períodos mais conturbados da Europa, assistiu à consolidação de um dos regimes políticos mais marcantes da nossa era, o nazismo ou Terceiro Reich (1933-1945),fundado em torno daperturbada figura de Adolf Hitler. Político que movia multidões num período de crise econômica e social, obcecado pela perseguição e eliminação física dos judeus,dos ciganos, dos homossexuais, das prostitutas, dos deficientes, dos comunistas, dos cidadãos dissonantes da sua visão do Homem Novo.
Mas não nos cabe aqui falar desse homem, mas de um outro, um ser humano comum, um burocrata numregime totalitário. Cabe-nos falar aqui de Adolf Eichmann, um dos arquitetos da Solução Final do desenho dos campos de concentração nazi para eliminação dos cidadãos indesejáveis, responsável pela identificação, deportação e extermínio de milhões de judeus para os campos de concentração nazista, um eficiente funcionário do Estado alemão, louvável pelo seu esmerado desempenho. Cabe-nos aqui falar deuma das reportagens jornalísticas que abalaram o mundo, a de Hannah Arendt, quando do julgamento de Eichamnn em Israel.

BANALIDADE DO MAL
Em 1961 o The New Yorker 
enviou Hannah a Israel para cobrir o julgamento de Eichmann, que viveu incógnito, sob outra identidade, na Argentina até 1960, quando os serviços secretos israelitas o levaram para Israel para ser julgado por crimes contra aHumanidade, contra o povo judeu e crimes de guerra durante o período da II Guerra Mundial. Eichmann foi condenado à morte e enforcado em 1962, naquela que foi considerada uma exceção à lei israelita que não prevê a pena de morte. Desta reportagem resultou o livro Eichmann em Jerusalém – Uma reportagem sobre a banalidade do mal traduzido para português pela Editora Tenacitas, em 2004, originalmentepublicado em 1963. Nesta obra, Hannah Arendt cunhou o termo banalidade do mal provocando um debate em torno da condição humana, a personalidade do acusado e dos responsáveis pelo Holocausto, termo associado ao extermínio do povo judeu no período nazi (1933-1945), e sinônimo de genocídio deliberado de seres humanos por outros seres humanos.Escreve Hannah Arendt sobre o acusado que este se declarou“inocente face às acusações de
que sou alvo”
. O seu advogado, Robert Servatius, contratado por Eichmann e pago pelo Estado de Israel, explicou o posicionamento do seu cliente:
“Eichamnn sente-se culpado perante
Deus, não perante a Lei”.
Hannah Arendt refere que a defesa argumentou que Eichamnn era inocente perante o sistema legal nazi, não tendo cometido nenhum crime, mas sim
“atosde Estado”
sobre os quais nenhum outro Estado deveria ter jurisdição, e aos quais era obrigação de Eichmann obedecer. Contudo, a atitude de Eichmann face à acusação foi diferente da esboçada pelo seu advogado, argumentando o réu que
«no que concerne à morte dos judeus,eu não tive nada a ver com isso. Eu nunca matei um judeu, ou um não-judeu, eu nunca matei nenhum ser humano. Eu nunca dei...
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