Baixa pombalina

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A baixa de Lisboa, também conhecida por Baixa Pombalina devido ao facto de ter sido edificada por ordem do Marquês de Pombal, na sequência do terramoto de 1755, cobrindo uma área de cerca de 23,5 hectares.
Situa-se entre o Terreiro do Paço, junto ao Tejo, e o Rossio assim como a Praça da Figueira, e longitudinalmente entre o Cais do Sodré, o Chiado e o Carmo, de um lado, e a Sé e a colina do Castelo de São Jorge, do outro.
A freguesia de São Nicolau ocupa a parte central da Baixa, sendo rodeada, no sentido dos ponteiros do relógio, pelas freguesias dos Mártires, Sacramento, Santa Justa, São Cristóvão e São Lourenço e Madalena. Em termos de urbanismo A Baixa é formada por um conjunto de ruas rectas e perpendiculares organizadas para ambos os lados de um eixo central constituído pela Rua Augusta. Os edifícios têm uma arquitectura semelhante, com rés-do-chãos comerciais e andares superiores para habitação. As dimensões de vãos e pés-direitos eram uniformes, o que permitiu a construção mais rápida com recurso a elementos pré-fabricados, como é o caso das cantarias das janelas de dois únicos tipos — um para as fachadas das ruas principais e outro para as fachadas das ruas secundárias.
As fundações dos edifícios assentam sobre estacaria em pinho verde, cravada em terrenos de aluvião abaixo do nível freático, servindo de embasamento para os alicerces. Ao nível das lojas, as salas são abobadadas com tijoleira e rematadas por arcos de cantaria. Os andares superiores foram construídos com uma das particularidades notáveis das estruturas pombalinas, a designada gaiola pombalina, uma estrutura interior de madeira com travamento, projectada para distribuir as forças sísmicas.
É um dos primeiros exemplos de construção anti-sísmica. Os modelos arquitectónicos foram testados com a utilização de tropas em marcha para simular um terramoto.
Para a prevenção e combate aos incêndios, todos os quarteirões tinham poços de água nos saguões e as paredes entre os edifícios

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