Avaliação e promoção - uma missão possível

Páginas: 17 (4013 palavras) Publicado: 24 de setembro de 2011
Relatório final da pesquisa desenvolvida pelos alunos do curso “Gestão do Currículo para professores Coordenadores” da REDEFOR - USP - SP - 2011

AVALIAÇÃO E PROMOÇÃO - UMA MISSÃO POSSÍVEL

Adriana Perozzo
Angela Maria Xavier de Camargo
Ester Lopes Alves
Regiane Cristina Milani Martins
Regis Forner
Vera Lucia Leitão Cavinato

RESUMO

Refletir sobre as concepções de avaliação quepermeiam o discurso pedagógico no ambiente de nossas escolas e a partir desses levantamentos propor ações de formação que ratifiquem para aqueles que possuem em seu arcabouço ideais condizentes com o que os estudos teóricos entendem como sendo avaliação e para aqueles que não entendem da mesma forma, ações visando mudanças significativas constituem o objetivo principal deste estudo.
O intuito éapresentar, ao final do trabalho, propostas de ações concretas, atividades avaliativas que mostrem uma visão diferente daquela praticada na maioria das escolas. Apresentar dados que evidenciem que nossas concepções são oriundas da nossa formação e que a partir delas podemos adquirir novos conhecimentos e aperfeiçoá-las. Entendemos que a realidade e por consequência o conhecimento é complexo, éresultante de interações entre indivíduos e só com mudanças de paradigmas poderemos avançar na questão das concepções sobre avaliação, podendo de fato trazer mudanças significativas para nossos alunos em todos os sentidos.


INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA

A avaliação, apesar de ser um tema muito discutido e alvo de diversos estudos, ainda é um tema complexo e que requer abertura de um processode debate e reflexão nos ambientes de discussão que existem em nossas escolas.
Nesse sentido há que observar a legislação educacional que versa sobre o assunto. A LDB# estabelece que a avaliação deve ser contínua e priorizar a qualidade e o processo de aprendizagem, que consiste na análise do desempenho dos alunos ao longo de todo o ano letivo e não apenas em uma única prova ou em um trabalho.Isso nos leva a questionar a maneira como muitos professores costumam avaliar seus alunos – uma avaliação usada para medir, classificar, selecionar e homogeneizar os alunos de uma mesma classe/série.
Sabemos que “testar” subentende “verificar o desempenho por meio de um teste”, “medir” subentende “determinar quantidade, extensão ou grau a partir de um sistema de unidades”. Porém “avaliar” vai umpouco além porque subentende “julgar, fazer apreciação e intervir, colher dados e interpretá-los com base em critérios previamente definidos” (Pinto, M.J.B., 2010).
Daí o termo “avaliação” ser mais adequado ao trabalho que o professor realiza com seus alunos, pois ele apresenta, além de objetividade, dados que poderão servir para redimensionar a prática pedagógica.
Contudo, o que temosdetectado nas diferentes escolas observadas neste trabalho é que a maneira utilizada para “medir” o conhecimento adquirido pelo aluno perpassa única e tão somente pela “avaliação somativa”, onde os alunos fazem provas em que têm de demonstrar o “quanto” aprenderam ou deixaram de aprender, analisados de forma arbitrária e “catalogados” em “suficientes” ou “insuficientes” para seguirem para a sérieposterior. A “avaliação” da forma como tem sido aplicada vem servindo de fator punitivo, que não respeita a diversidade, o ritmo dos alunos, e o que é pior, cujos resultados não estão sendo usados de forma reflexiva e produtiva.
Esse fator nos leva, professores coordenadores, a questionar nossos professores: Quem é capaz de definir o quanto uma pessoa é capaz de aprender?; Quem é capaz de decidir se umaluno tem ou não condições de aprender mais?; Como poderemos rotular um aluno como “incapaz” de atingir uma maturidade de aprendizagem somente analisando os resultados obtidos em provas?; Quem deve ser responsabilizado no caso de um aluno não aprender?
Essas questões são constantemente feitas aos professores e as respostas caem no vazio: “esse aluno não aprende porque não estuda em casa!” ou “...
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