autores da psicologia humanista existencialista

Páginas: 13 (3171 palavras) Publicado: 21 de maio de 2014
Carl Rogers

Durante o século XIX e início do século XX, muitos dos tratamentos psicológicos baseavam-se na idéia de que as doenças mentais eram um mal patológico estável que precisava ser curado. A psicanálise, por exemplo, definia as pessoas com problemas de saúde mental como ‘neuróticos’. As doenças mentais possuíam uma imagem negativa, e a maioria das abordagens e teorias psicológicasofereciam definições estritas, explicações bem estruturadas das causas por trás dos distúrbios mentais e métodos de cura preestabelecidos.
O psicólogo americano Carl Rogers (1902-1987), adotou uma abordagem muito mais esotérica da questão da saúde mental e, com isso, provocou uma ampliação definitiva dos métodos da psicoterapia. Ele achava que as filosofias correntes eram estruturadas e rígidasdemais para dar conta de algo tão dinâmico quanto a experiência humana; e que a humanidade é diversificada demais para ser encaixada em categorias limitadas.
Rogers partiu do princípio de que é absurdo ver o bem-estar mental como um estado específico e fixo; a boa saúde mental não se obtém de repente, ao final de uma série de etapas. Tampouco é alcançada porque se reduziu o estado de tensãoneurótico de um indivíduo pela satisfação dos seus impulsos e pulsões biológicas, como quer o psicanalista. Também não pode ser cultivada adotando-se determinado programa, desenhado para desenvolver e preservar um estado de equilíbrio, ou de impermeável homeostase interna, e reduzir o efeito caótico do mundo exterior sobre o indivíduo, como recomendam os behavioristas.
Carl Rogers não acreditava que umindivíduo existisse em estado defeituoso que demandasse conserto para viver em melhores condições, preferindo enxergar a experiência humana, bem como nossas mentes e ambiente, como algo vivo, em crescimento. Referiu-se a um ‘processo contínuo de experiência organísmica’ e entendia a vida como algo instantâneo e em andamento; a vida existe na experiência de cada momento.
Uma concepção saudável desi não é uma identidade fixa, mas uma entidade fluida e em mutação, aberta às possibilidades. Rogers abraçou uma definição autêntica, não prescritiva e fluida da experiência humana saudável, dotada de possibilidades infinitas. Os seres humanos não estão percorrendo um caminho cujo objetivo é se tornar ‘ajustado’ ou ‘realizado’, como propôs seu colega humanista Abraham Maslow. De fato, o propósitoda existência não é chegar a algum lugar, afirmou Rogers, porque a existência é menos uma jornada em direção a um ponto final e mais um processo contínuo de crescimento e descoberta que só tem fim quando morremos.
Ele usou a expressão viver ‘a vida plena’ para se referir ao conjunto de características, atitudes e comportamentos manifestados pelas pessoas que adotaram os princípios de sua teoria– pessoas ‘totalmente imersas no fluxo da vida’. Um ingrediente essencial para isso é a capacidade de se manter presente no momento atual. Já que o “eu” e a personalidade são criados pela experiência, é importante estar totalmente aberto às possibilidades oferecidas em cada momento e permitir que as experiências construam o “eu”. As vidas individuais são ambientes em eterna mudança, no entanto,com muita frequência e facilidade, as pessoas negam essa fluidez e, em substituição, criam esquemas de como acham que as coisas deveriam ser. Depois, tentam moldar a si próprias e suas noções de realidade aos esquemas que criaram. Essa maneira de ser é diametralmente oposta à organização do “eu” fluído, harmonioso e mutante que, segundo Rogers, demanda a natureza da nossa existência.
Nossospreconceitos sobre o funcionamento do mundo, de como ele deveria ser e do nosso papel dentro dele traçam os limites do nosso próprio universo e limitam a nossa capacidade de permanecer presentes e abertos a experiências. Segundo ele, vivendo uma vida plena e mantendo-se disponível para as situações, adotamos uma maneira de ser que não nos deixa sentir aprisionados e estagnados. A meta, na opinião de...
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