Auto governo platônico

511 palavras 3 páginas
Para Platão, lidamos com 'ilusões' e não propriamente com a coisa ''em-si''. Vivemos, por conseguinte imersos num oceano infindo de imagens onde reina a multiplicidade da aparência, donde a necessidade de disciplinar-se através do exercício ascético no domínio das paixões. O próprio Platão nos alerta da necessidade de duvidarmos do mundo par por ele não sermos enganados. As aparências submetem a vontade ás ilusões passionais, desviando-a do conhecimento do verdadeiro pela falta deste. Administrar as paixões é critério imprescindível na tarefa do construtor da igualdade entre os comuns da polis grega. Através da ''alegoria da caverna'', Platão nos leva aos domínios das idéias, ás luzes das essências e nos faz reconduzir ao interior da caverna. A peregrinação da alma ao mundo das idéias possibilita, após o árduo exercício ascético, ao pretendente exercer o governo da cidade ( A República dos Sábios). O ideal de virtude é encarnado nos que governam ''ungidos'' pela sabedoria do mundo supraceleste. O exercício das melhores práticas é peça fundamental na concepção moral platônica que sobrepõe a alma ao corpo; em decorrência disso, tudo abaixo da esfera celeste deve refletir as essências eternas que não se confundem com as ilusões dos movimentos passivos do corpo. Há portanto uma determinação superior da alma sobre a ''soma'', o corpo. os eleitos s governar são virtuosos por serem orientados pelas idéias, contemplados pela alma quando esta ascendeu os domínios do Belo. Tomado, pois, de arrebatamento divino, o virtuoso age não em função do próprio interesse, mas sobretudo, pela igualdade entre aqueles que lhe são comuns,os cidadãos. É assim que se estabelece o exercício público no governo da cidade. Segundo Platão a natureza do homem é racional, e por consequência na razão realiza o homem a sua humanidade: a ação racional realiza o sumo bem que é ao mesmo tempo, felicidade e virtude. Entretanto, esta natureza racional do homem encontra no corpo não um

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