Atendimento Antirrábico Humano

Páginas: 7 (1579 palavras) Publicado: 17 de setembro de 2014
ANÁLISE DAS NOTIFICAÇÕES DE ATENDIMENTO ANTI- RÁBICO HUMANO NO MUNICÍPIO DE PORTO NACIONAL, TOCANTINS, ENTRE OS ANOS DE 2009 E 2010

Isadora Hertel Bilharinho¹; Thompson de Oliveira Turíbio²; Ana Paula Farias Lima³; Delyane de Azevedo Batista³; Matheus Coaracy de Sá³
1. Aluna do curso de Medicina do Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos Porto LTDA - ITPAC Porto Nacional; e-mail:isa.h.b@hotmail.com
2. Professor do curso de Medicina do Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos Porto LTDA - ITPAC Porto Nacional; e-mail: 0647@prof.itpacporto.com.br
3. Alunos do curso de Medicina do Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos Porto LTDA - ITPAC Porto Nacional; e-mail: anaa-farias@hotmail.com; delyaneazevedo@hotmail.com; magnocoaracy@hotmail.com
Resumo
O presentetrabalho é um estudo retrospectivo e descritivo sobre o atendimento anti- rábico humano no município de Porto Nacional -TO entre os anos de 2009 e 2010. Tem como objetivo a análise dos dados extraídas das fichas de investigação do Sistema de Informação de Agravos de Notificação – SINAN. O acesso aos dados foi através da Secretaria Municipal de Saúde da cidade de Porto Nacional no setor deVigilância Epidemiológica. No período de 01 de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2010, ocorreram 692 notificações. Das fichas estudadas, 91% (630) dos acidentes ocorreram em zona de residência urbana. A espécie animal agressora prevalente foi a canina (n=607; 88%). Mesmo com 579 (86%) animais considerados sadios, dos 692 pacientes atendidos, 524 foram submetidos à profilaxia pós-exposição (76%). Aanálise detalhada dos dados, aliada ao fato de Porto Nacional ser considerada área praticamente controlada para a raiva, permite concluir que de um modo geral, não foi considerada a condição epidemiológica da doença no município, nem a condição do animal no momento da agressão.

Palavras-chave: raiva humana; profilaxia pós-exposição; SINAN;
Introdução
Devido à altíssima gravidade do acometimento daraiva humana, bem como o alto custo em sua assistência, profilaxia e controle, essa zoonose continua sendo um problema de saúde pública, mesmo com a redução na sua ocorrência observada nos últimos anos. (BRASIL, 2011a).
Segundo Frias, Lages e Carvalho (2011), apesar de a raiva urbana estar controlada na maioria dos estados brasileiros, ainda é muito grande o número de atendimento anti-rábicohumano efetuado devido ao envolvimento de pessoas em acidentes com cães ou gatos. A possibilidade de transmissão da raiva não é a única causa da grande preocupação gerada por esses acidentes, principalmente por mordedura. Além desse fator, somado aos danos físicos (por vezes fatais), psicológicos e emocionais, altas despesas são geradas em decorrência dos cuidados em saúde. Os custos envolvidos nocontrole da raiva humana são muito altos, sendo a maior parte dos gastos com profilaxia humana pós-exposição, na maioria dos municípios brasileiros.
Em relação à conduta clínica, a profilaxia pós-exposição é o único meio disponível para evitar a doença do paciente infectado, desde que adequada e oportunamente aplicada. Entretanto, a indicação desnecessária da profilaxia expõe o paciente a riscos deeventos adversos, além de ser um desperdício de recursos públicos, o que compromete a qualidade do sistema de saúde (SÃO PAULO, 2000).
No período de 2007 a 2010, não houve registros de casos de raiva humana no estado do Tocantins. No ciclo urbano (cães e gatos domésticos), foi notificado 01 cão positivo, no ano de 2007, no município de Gurupi. Em relação aos demais ciclos de transmissão, foramnotificados 102 casos de raiva no ciclo rural (animais de produção) e 02 casos de raiva no ciclo aéreo (morcegos). (BRASIL, 2011b).
Apesar de ser uma área de raiva praticamente controlada, só no município de Porto Nacional, no período compreendido entre 01 de janeiro de 2009 e 31 de dezembro de 2010 ocorreram 692 notificações de atendimento anti- rábico humano, sendo 524 desses pacientes...
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