Aspectos Éticos e Legais da Eutanásia

Páginas: 11 (2736 palavras) Publicado: 25 de novembro de 2014
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM
EXERCÍCIO DE ENFERMAGEM

*
Francielle dos Santos Rocha
João Carlos
Marcelo Primeira

* Este

trabalho tem como objetivo a discussão
acerca da eutanásia com intuito de
esclarecimento de sua definição, bem como
diferenciação de outros conceitos, seus
principais tipos, sua influência nosaspectos
religiosos, sociais, culturais, éticos e legais; e a
atuação da enfermagem diante dessa prática.

*

*A

morte é um evento biológico que encerra uma vida.
Nenhum outro evento vital é capaz de suscitar, nos seres
humanos, mais pensamentos dirigidos pela emoção e reações
emocionais que ela, seja no indivíduo que está morrendo,
seja naqueles à sua volta. O conceito tradicionalde morte
biológica definida como o instante do cessamento dos
batimentos cardíacos tornou-se obsoleto. Hoje, ela é vista
como um processo, como um fenômeno progressivo e não
mais como um momento, ou evento. A revisão do conceito de
morte, definindo-a como morte encefálica, tornou-se
necessária devido a diversos fatores, entre o quais se
destaca: a capacidade da medicina de prolongarindefinidamente uma vida por meios artificiais; motivos
sociais, humanos e mesmo econômicos.

*

* A morte

não é somente um fato biológico, mas um
processo construído socialmente, que não se
distingue das outras dimensões do universo das
relações sociais. Assim, a morte está presente em
nosso cotidiano e, independente de suas causas ou
formas, seu grande palco continua sendo os
hospitaise instituições de saúde. Diante deste
contexto, podemos afirmar que a morte é o destino
certo de todos os seres vivos. No entanto só o ser
humano pode ter consciência da própria morte, mas
poucos falam dela, a maioria procura fugir do
assunto. É angustiante ao ser humano tomar
consciência de sua finitude, visto que celebra
cotidianamente a vida, sem pensar a morte.

*
(LUNARDI et al,2001; HORTA, 1999; SALUM, 1996 e MENEZES, 2004)

* A eutanásia era admitida na Antiguidade:
* tanto para eliminação dos imperfeitos;
* quanto como forma de aliviar o sofrimento;

* Ficando estes dois sentidos misturados durante
muito tempo. Já nas práticas de eugenia, no
nazismo, há prevalência do primeiro.

*
(HORTA, 1999)

* A eutanásia

foi originalmente definida como a
boamorte: no grego eu - bom e thanatos morte. Atualmente se tem mais um sentido: o
da indução, ou seja, um apressamento do
processo de morrer.
* Só se pode falar em eutanásia se houver um
pedido voluntário e explícito do paciente – se
este não ocorrer, trata-se de assassinato,
mesmo que tenha abrandamento pelo seu
caráter piedoso.

*
(KOVÁCS, 2003)

* Morte Roubada:
* Os hospitais são

oslocais onde mais se pratica a
morte roubada que é o apressamento da morte sem
que haja o pedido explícito do paciente, porque não
se aguenta ver o seu sofrimento. Este apressamento
pode abreviar o sofrimento, mas também abrevia a
possibilidade do contato mais profundo que a
proximidade da morte propõe, principalmente no
que concerne às despedidas e ao compartilhamento
de sentimentos nestashoras.

*
(KOVÁCS, 2003)

* Existe

uma diferença marcante entre deixar
morrer no momento em que a morte é
inevitável, e a provocação desta; deixar morrer
não significa matar.

* Uma

fonte de erro é não distinguir entre a
doença aguda, onde tudo deve ser feito, pois
há a possibilidade de vida, e a doença
terminal, onde a recuperação não é mais
possível.

*
(KOVÁCS, 2003) * Outra

distinção importante a ser feita é sobre
tratamentos nos quais a morte é uma consequência
indireta, já que o objetivo principal é o alívio do
sofrimento; por exemplo, o caso do câncer. Alguns
autores definem esta ação como eutanásia indireta;
entretanto, este conceito pode causar confusão e
mal entendidos, já que, neste caso, o objetivo
principal não é suprimir a vida, mas...
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