As mulheres e a mídia

Páginas: 15 (3586 palavras) Publicado: 7 de julho de 2013
A MULHER E AS MÍDIAS
GABRIEL CÔRREA - GABRIEL POERSCH - MARIANA SOLETTI

1. INTRODUÇÃO

Neste trabalho, buscaremos analisar a posição dada à mulher no espectro midiático através de argumentos sócio-históricos, entrelaçando suas representações no cinema e em peças publicitárias com sua condição social baseando-se nos desequilíbrios de poder, ao longo do tempo, entre os sexos.Essencialmente, consideraremos seu passado e informações antropológicas, biológicas, sociológicas, psicanalíticas, filosóficas, junto a outros estratos que completam sua imagem à sociedade. Fazendo uma relação com tais áreas, em um âmbito universal e comparatório, dissertaremos sobre como, desde quando e por qual motivo a mulher é oprimida inconscientemente em sua exposição, usando como embasamento livros sobrea condição de mulher, a sociedade de consumo, entre outros artigos sobre sua relação com a comunicação.

Palavras-chave: Publicidade; Cinema; Mulher; Feminismo; Mulher-objeto.

1.2 A MULHER (POR SIMONE DE BEAUVOIR)

“Sejam mulheres, permaneçam mulheres, tornem-se mulheres. Todo o ser humano do sexo feminino não é, portanto, necessariamente mulher; cumpre-lhe participar dessa realidademisteriosa e ameaçada que é a feminilidade. Será esta segregada pelos ovários? Ou estará cristalizada no fundo de um céu platônico? Bastará um saiote de folhos para fazê-la descer à terra? Embora certas mulheres se esforcem por encará-lo zelosamente, o modelo nunca foi registrado.”
(BEAUVOIR, 1949, p. 13-17)

“A mulher sempre foi, senão a escrava do homem, pelo menos sua vassala; os dois sexosnunca partilharam o mundo em igualdade de condições; e ainda hoje, embora a sua condição esteja a evoluir, a mulher arca com uma pesada desvantagem. A mulher não se reivindica como sujeito, porque não possui os meios concretos para tanto, porque sente o laço necessário que a prende ao homem sem reclamar a reciprocidade dele, e porque, muitas vezes, se compraz ao papel de Outro”.
(BEAUVOIR, 1949, p.13-17)

A mulher, após o patriarcado, fora vista somente como um ser ocasional, com carência de força e intelecto visto seu isolamento durante e após o nascimento dos primeiros filhos. A divisão dos sexos é, com efeito, um dado biológico e não um momento da história humana: o desejo sexual e posteridade são os únicos preceitos que colocam o macho sob a dependência da fêmea, visto a necessidade docoito, desde as civilizações primitivas, para a continuação genética. Respeita-se a mulher neste aspecto, também, por medo. A força do conceito fertilidade está nos mitos; a lua é fonte de fertilidade e acredita-se muitas vezes que possui as mulheres sob a forma de um homem ou de uma serpente, epifania da Lua. Ela muda de pele e regenera-se, é imortal: povos antigos acreditavam que a primeiramenstruação significava relações sexuais com a Lua, intrigante e assustador para os meros mortais. As mulheres da Idade Média, constantemente acusadas de bruxaria por futilidades, luxúria, a cor do cabelo ou até as sensações que poderia provocar a certos homens. A autora explica que a mulher é o que o homem decida que seja desde a estratificação dos gêneros, o patriarcado, determina o teor da suarelação e diferenciando o essencial e ocasional: o homem é o Absoluto, ela é o Outro. Eva é feita de um pequeno pedaço de Adão, um estrato de sua soberania. Ignorante, destruiu o paraíso, instalou o caos e apresentou ao homem todo o lascivo de sua existência. Fato é que os dois sexos, ao longo do tempo, sentiram vontade de dominar o outro. O privilegio que possibilitou aos homens maior respeito foijustamente a desvantagem anatômica da mulher. Acredita-se que as guerreiras amazonas cortavam os seios para adquirir maior velocidade e, mesmo assim, seu condicionamento físico não poderia ser comparado a seus companheiros do sexo masculino. Beauvoir (1949) fala em seus fardos matriarcais e sua passividade ao, segundo ela, “aceitar seu destino biológico, onde os trabalhos domésticos a que está...
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