As muitas faces do populismo: a massa batendo palmas o termo populismo, sem ser dos mais longevos do compêndio político do mundo ocidental, carrega já uma intrincada história. não obstante os medievalistas o tenham

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As Muitas Faces do Populismo: a Massa Batendo Palmas
O termo populismo, sem ser dos mais longevos do compêndio político do mundo Ocidental, carrega já uma intrincada história. Não obstante os medievalistas o tenham utilizado para identificar as doutrinas de força ascendente formuladas por autores como Marsílio de Pádua (1275-1342) e outros, o nome só entremostra-se na época moderna, em meio a duas idéias de forte carga teleocrática - revolução e democracia – que lhe configuram o sentido até hoje. Fenômeno tipicamente urbano, o populismo significou um avanço nas relações econômicas, com tendência a alcançar os moldes capitalistas. O populismo não foi uma experiência política exclusiva da América Latina. Em lugares como Russia e Estados Unidos, no século XIX, teve fortes bases agrárias e foi pensado como uma alternativa ao capitalismo. Mas foi em território latino americano que este fenômeno histórico e político deixou suas marcas mais entranhaveis, claro , a partir da década de 30. Efetivou-se em muitos países, adiquirindo particularidades em cada um deles, mas sempre lembrando que em muitos deles, destacamos traços em comum. Dentre os principais líderes populistas latino-americanos surgidos a partir de 1930, pode-se destacar: Lázaro Cárdenas (México), José Maria Velasco Ibarra (Equador), Getúlio Vargas (Brasil), Juan e Eva Perón (Argentina), Jorge Eliérce Gaitán (Colômbia) e Victor Raúl Haya de la Torre (Peru). Os dois últimos têm em comum o fato de nunca terem chegado à presidência.
Muito embora o embrião da politica populista possa ser encontrado na Segunda Guerra mundial, no governo Vargas, e em outras administrações, a forma populista de governo foi muito predominante na América tendo seu declinio no período do pós-guerra em meados da década de 60.
A política populista caracterizava-se pela forte presença do Estado como agente regulador das relações de produção e dos antagonismos de classe, bem como pela mobilização de setores sociais historicamente

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