As Mis Rias Do Processo Penal De Francesco Carnelutti MARCELO Np1

Páginas: 7 (1595 palavras) Publicado: 4 de maio de 2015
As Misérias do Processo Penal de Francesco Carnelutti


As misérias do processo penal, Demonstra a sensibilidade de um grande Jurista ao abordar temas delicados como a vida do preso na penitenciária, a responsabilidade do Juiz perante os casos concretos, bem como a parcialidade do defensor e do acusador. O livro é dividido em subtítulos, onde o autor relata experiências presenciadas acerca do Processo Penal quando ainda era criança, e também relaciona o cotidiano com passagens bíblicas.

As misérias do Processo Penal, faz uma análise, acerca dos elementos do processo penal e de seu caminho, terminando sua análise com a libertação do preso e concluindo a sua obra. 
O autor apresenta uma visão mais humanista do processo penal e de seus participantes. Critica, as visões queconsidera de “incivilidade” da população em e defende, em grande parte da obra, o acusado, que sofre com as implicações do processo penal, com a prisão e com a concepção que as pessoas passam a possuir dele. 
Logo no prefácio, o doutrinador compara o processo penal a um espetáculo de cinema ou a um circo dos tempos de Roma, em virtude da fascinação que provoca no grande público, ávido por seusdetalhes e sem preenxergando o acusado como um homem fictício ou, ainda, de outra raça ou outro mundo. 
O Autor compara, ainda, ao longo da obra, o processo a uma tortura, que destrói os indivíduos em pedaços e o dá como comida às feras.

Segundo o autor, a civilidade está relacionada ao conhecimento, e que este traz o benefício para a humanidade, porém muitas vezes o saber excessivo pode desviaro caminho de um homem, deixando o bem para seguir o mal. O autor diz que a mídia atualmente transmite as condutas criminosas em abundância, dando aos telespectadores uma impressão de que a quantidade de delitos está acima das boas ações, onde no decorrer do tempo o Processo Penal vem chamando à atenção e despertando muitos interesses.

Carnelutti diz que o Processo Penal serve de uma escola deincivilidade para todos, vindo a ser motivo de diversão onde na verdade deveria ser uma reflexão, e a forma explícita dessa incivilidade é considerar um ser humano como uma coisa. O Princípio da Publicidade tem a sua função desviada, uma vez que ao invés de promover a população o conhecimento da Administração da Justiça, vem causando tamanha desordem.

O autor faz uma crítica à vestimentados Juízes, afirmando que a toga demonstra não só à autoridade de quem a usa, como de todo o colégio, achando desnecessário o seu uso. O autor ainda afirma que os promotores de justiça e os advogados assim como o preso também serão julgados, e que enquanto eles incitam a guerra o Juiz fomenta a paz. Ele faz uma distinção entre o “encarcerado” e o “delinqüente”, afirmando que o delinqüente libertotorna-se uma fera, enquanto o encarcerado torna-se digno de compaixão passando a se comportar como um ser humano.
Francesco Carnelutti acredita que não há como reconhecer seguramente um homem bom e um homem mau, e que dentro de todo homem está implantada a semente do bem, inclusive nos delinqüentes, basta uma demonstração de amizade para que esta venha a desabrochar, pois o afeto é a sua maiornecessidade. O papel do advogado é essencial na vida do preso, e para ter a capacidade de defendê-lo, o advogado deve-se colocar no lugar do seu cliente, pondo-se no mesmo nível, ganhando a sua confiança, esta é a nobre missão do advogado, o autor ainda afirma que a humilhação simboliza a experiência do advogado, uma vez que assim como o preso o advogado está sujeito ao julgamento do Juiz.

Háuma necessidade de união entre Juízes para se chegar a um consenso entre eles, ou seja, uma decisão sentencial conforme e mais próxima da verdade, e para isto é necessário o juízo colegiado. O autor defende que atualmente para tornar-se um Juiz criminal é preciso estudar além do Direito, a Sociologia, a Antropologia e a Psicologia, e engana-se quem pensa que o preso que se encontra condenado a...
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