ARTIGO

Páginas: 20 (4775 palavras) Publicado: 6 de junho de 2015
Quim. Nova, Vol. 34, No. 1, 59-63, 2011

Alexandre Andrade Cerqueira* e Monica Regina da Costa Marques
Departamento de Química Orgânica, Instituto de Química,Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rua São Francisco Xavier,
524, 20550-013 Rio de Janeiro – RJ, Brasil
Carlos Russo
Instituto de Química, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rua São Francisco Xavier, 524, 20550-013 Rio deJaneiro – RJ, Brasil

Artigo

AVALIAÇÃO DO PROCESSO ELETROLÍTICO EM CORRENTE ALTERNADA NO TRATAMENTO DE ÁGUA DE
PRODUÇÃO

Recebido em 05/01/10; aceito em 20/7/10; publicado na web em 9/11/10

EVALUATION ELECTROLYTIC PROCESS IN ALTERNATE CURRENT IN TREATMENT OF WATER PRODUCTION. The main
objective was to study the treatment of wastewater generated by the oil industry. This work consisted of tests ofelectroflocculation
with alternate current (AC), and chemical coagulation. The removal efficiencies of organic load were evaluated by the removal of
oils and greases, color and turbidity. The parameters investigated were the change in alternate current frequency, the initial pH, the
distance between electrodes, the applied potential and time lapse. From the results, one may conclude that theelectroflocculation
process is potential applicability to the effluent studied, while chemical coagulation was not successful.
Keywords: electroflocculation; offshore platforms; water production.

INTRODUÇÃO
As atividades de exploração de petróleo, devido à crescente
preocupação com o meio ambiente e ao surgimento de novas leis e
resoluções ambientais mais restritivas, precisam se enquadrar dentro
dasnovas exigências. Uma das questões mais preocupantes envolve
a água de produção gerada nessa atividade, a qual aumenta gradativamente em volume à medida que os poços vão envelhecendo e que
novos poços são perfurados.1
Normalmente, essa água corresponde a mais de 90% de todos
os efluentes gerados na indústria do petróleo: em média, para cada
m³/dia de petróleo produzido são gerados de 3 a 4 m³/dia deágua,
podendo chegar a 7 ou mais, nas atividades de exploração, perfuração
e produção.2 No Brasil, o volume de água de produção descartado no
mar vem aumentando gradativamente ao longo dos anos, tendo sido
registrados volumes de 58,3 milhões de m3 em 2004, 66 milhões de
m3 em 2005 e 73,3 milhões de m3 em 2006.3
Para que a água produzida possa ser descartada em corpos receptores ou utilizada nareinjeção em poços de petróleo, é necessário o seu
tratamento prévio para enquadrá-la na legislação vigente. A Resolução
CONAMA 357/2005,4 estabelece que para o descarte em corpos receptores, o limite de óleos e graxas na água produzida é de até 20 mg/dm3.
Especificamente, para descarte em plataformas off-shore, aplica-se a
Resolução CONAMA 393/2007,5 que estabelece a média aritmética
simples mensaldo teor de óleos e graxas de até 29 mg/dm3, com valor
máximo diário de 42 mg/dm3. Para reinjeção em poços de petróleo, a
água deverá ter no máximo 5 mg/dm3 de óleos e graxas.
Uma parte do óleo presente na água de produção está na forma de
emulsão devido às partículas sólidas finamente divididas oriundas da
perfuração, assim como os produtos químicos residuais utilizados na
desestabilização deemulsões óleo/água (O/A) e as moléculas surfactantes naturais do petróleo.6 Neste caso, o diâmetro das gotas situa-se
abaixo de 50 μm, o que dificulta a sua separação por meios gravitacionais. A separação do óleo emulsificado requer a desestabilização
da emulsão O/A, a qual é governada por quatro diferentes fenômenos:
*e-mail: alexandrecerq@ig.com.br

coagulação, floculação, sedimentação (creaming) ecoalescência.7
O creaming é o deslocamento gravitacional das gotas para a superfície da fase contínua em função da diferença de densidade entre as duas
fases, não necessariamente após a coagulação e/ou floculação das gotas.
A colisão entre as gotas pode levar à coalescência com a formação
de grandes agregados até se tornar novamente uma fase contínua
separada do meio dispersante por uma simples...
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