arquitetura

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Havia como era de se esperar, um clima de grande entusiasmo reinante nas dependências das Exposições e cercanias, decorrente da grandiosidade apresentada nos eventos e em função do caráter civilizador aventado pela ordem de apresentação dos produtos em exposição. Era a prova viva de um progresso palpável e demonstrável aos olhos de todos, como prova inequívoca de um futuro harmonioso reservado à humanidade. No entanto, a indústria moderna era minoritária na época, tanto nas Exposições quanto, de fato, na sociedade européia.
A indústria que foi apresentada nas Exposições da segunda metade do século XIX, era em grande parte derivada de experimentos de vanguarda nos campos da inovação técnica, transferência tecnológica, sistema de trabalho fabril, publicidade e consumo de massa. Como exemplo temos o alumínio que surgiu em 1855. Júlio Verne em “Da Terra à Lua”, livro que escreveu dez anos depois, promulgou o uso do alumínio em foguetes espaciais. Mas somente, como todos nós sabemos, um século depois é que efetivamente esse material começou a ser utilizado em larga escala. No entanto, esse aspecto futurista que impregnava os ares das Exposições não deve ser desprezado.
Um dos exemplos premonitórios de “senso no futuro”, sem dúvidas, foi Thomas Cook. Agente de viagens de ferrovias, promoveu excursões para Londres durante a Exposição Universal de 1851, visando à classe operária. Para isso, cobrava preços “módicos” de sua clientela. Efetivamente, três por cento dos visitantes do Palácio de Cristal foram levados pela sua agência. Ou seja, duzentas mil pessoas.
Outro exemplo a ser destacado foi o de Paul Julius Reuter, que aproveitando a instalação do primeiro cabo submarino ligando a Inglaterra a França, fundou sua agência de notícias durante a realização da “Great Exhibition” de 1851. Sabemos que a Agência Reuter Internacional de Notícias existe até hoje e detém grande parte do monopólio de fornecimento de fatos jornalísticos aos periódicos do mundo

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