Aristóteles

1286 palavras 6 páginas
ARISTÓTELES: Justiça como Virtude

4.1 O tema da justiça e da ética
Falar de justiça é comprometer-se com questões afins.
Para Aristóteles a justiça, definida como virtude (dikaiosýne), é o foco das atenções da ciência prática, intitulada ética. Cumpre investigar e definir o que é o justo e o injusto.
“…a investigação ética não se destina a especulação (ciências teoréticas) ou a produção (ciências produtivas), mas à prática; o conhecimento ético, o conhecimento do justo e do injusto, do bom e do mau, é uma primeira premissa para que a ação converta-se em uma ação justa ou conforme a justiça, ou em uma ação boa ou conforme o que é melhor.” A política compete traçar as normas suficientes e adequadas para orientar a atividade da polis, e dos sujeitos que a compõe, para a realização palpável do Bem Comum. Há clara imbricação entre ética e política na teoria aristotélica, uma vez que o bem do todo é coincidente com o bem das partes. É a observação do homem no convívio social que permite a formulação de juízos éticos.
Os princípios éticos não se aplicam a todos de forma única estando condicionados ao exame do caso particular para que, a cada um, de maneira personalizada e singularizada, se aplique o justo meio (mesótes).
4.2 Justiça como virtude
A justiça é uma virtude e como tal um justo meio.
“Somente a educação ética, ou seja, a criação do hábito do comportamento ético, o que se faz com a prática à conduta do que é deliberado pela reta razão (ortós lógos) à esfera das ações humanas, pode construir o comportamento virtuoso.” Ethos significa hábito, reiteração da prática virtuosa.
A justiça é uma virtude à qual se opõe a injustiça. Somente a atividade do injusto constitui propriamente um vício.

“ a noção de felicidade (eudaimonia) é uma noção humana, e, portanto, humanamente realizável.” (…) A ciência prática que cuida da conduta humana, tem esta tarefa de elucidar e tornar realizável, factível, a harmonia do comportamento humano individual e

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