Aqualtune

Páginas: 12 (2909 palavras) Publicado: 1 de junho de 2014
SUMÁRIO  
 
 
INTRODUÇÃO…………………………………………………………………………………………1 
 
DE PRINCESA MALUMBA……………………………………………………………………………1 
 
A GRAÇA NA DESGAÇA DE PERNAMBUCO………………………………………….…………..2 
 
OS TIGRES DE NOVA FRIBURGO…………………………………………………………………3 
 
O NEGRO MAKEMBE……………………………………………………………………..………….4 
 
A COLHEITA DE OURO ……………………………………………………………………..……….5 
 A LIBERDADE INFLAMA……………………………………………………………………………...5 
 
O SOL DE PALMARES………………………………………………………………………..……...6 
 
AQUALTUNE, MORTE OU MITO?...............................................................................................7 
 
HERANÇA: O PRÓPRIO SANGUE……………………..…………………………………………...8 
 
REFERÊNCIAS…………………………………………………………………………………………8 
 
GLOSSÁRIO……………………………………………………………………………………………9 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

INTRODUÇÃO 
 O romance revela a vida de uma guerreira desconhecida, Aqualtune. 
Num  cenário  de  escravidão  entre  ódio,  perdas,  amores  e  luta,  uma  mulher e  um  único  sonho, 
sobrevivem e faz renascer em seu povo a ânsia por liberdade. 
Uma história de luta, que gerou o maior símbolo da luta negra contra a escravidão no Brasil. 
 
 
 
 
CAPÍTULO I 
 
DE PRINCESA A MALUMBA 
 
 
Era  1665,  eu liderava  um  exército de  10  mil  homens  que  lutavam  bravamente  pela  autonomia  
do  meu  reino, Cumba, contra os Wachagas sob influência do reino de  Portugal, porém, saímos 
derrotados, cortaram a cabeça de meu pai, meu amado rei Mani­Kongo. 
Os  portugueses  atacaram,  nos  bateram,  nos  prenderam   e  me  levaram,  eu,  uma  princesa, agora, seguia ligada à outras mulheres por um grosso libambo que nos tirava o ar. 
 Nos levaram como se levam animais. 
Nos  enfileiraram  na  praia  de  Labadi  e  foram  selecionando  quais  mulheres  seriam reprodutoras 
de escravos, me lamberam com aqueles olhos mórbidos e gritaram:  
­ Essa vai nos dar vários negrinhos dos bons! 
E marcaram­me no seio esquerdo com um ferro em brasa e em forma de flor. 
Nos  jogaram  num  porão  escuro  de  um  fétido  navio, passaram­se  dias,  meu  povo  gritava  por 
mim, para  que  eu fizesse algo, o escuro era tamanho que eu não podia ver os rostos dos meus, 
eu  só   ouvia  os  gritos,  choros,  soluços  insaciáveis  e  a  pergunta  que  não  calava:  Pra  onde 
iremos? Onde irão nos levar? 
Enjoos,  náuseas,  frio,  fedor,  medo,  solidão,  eu  só  queria  minha  terra,  minhas  arvores,  minhas danças, meu chão! 
Passamos  dias   de  puros  devaneios,  muitos  dos  nossos  foram   descartados  no  mar,  quando 
enfim o navio atracou. 
Minha  mente  só  arquitetava um  plano  de  fuga,  não importa aonde havíamos atracado,  nem que 
estivéssemos no próprio inferno, daqueles bárbaros impuros eu fugiria. 
As   portas  se  abriram  e  o  sol  escorregou  pela  minha  face,   fechei   os  olhos  invocando toda 
coragem  de  Xangô  e  que Nyame estivesse comigo. Empreguei toda força que tinha e corri para  
o  mar,  como  se  eu  pudesse voar me entregaria à aquele oceano desconhecido e faria  com que 
ele  me  levasse  de  volta  ao  meu  povo,  mas  me  encontrei   com  o  rosto   ao  chão  quando  as 
maciças correntes que prendiam meus pés me impediram de voltar ao meu lar. Os diabos gritavam:” Pega a negrinha! Cachorra! “ 
Apareceram  outros  homens  da  Nova  Terra,  muitos  deles.  Me  agarraram  e  me  arrastaram pela 
areia  quente,  me  surraram,  e  me amaldiçoaram quando meu sangue sujou a areia, minha alma 
gemia. 

Os  diabos  rasparam  meu  cabelo,  limparam  o  sangue   dos  meus  dentes  e  passaram um  óleo cintilante sobre o meu corpo, depois me expuseram como em uma venda de gados, os homens 
brancos  chegavam,  olhavam  nossos  dentes,  batiam  em  nossas  canelas,  e  alguns  tocavam 
nossos seios. 
Um  homem  de  longas  botas  pretas como  o  piche  logo  me  escolheu,  chegou  bem  perto  e  me 
disse  que  eu  pertencia  a  ele  agora  e   que   era  bom  que  eu ...
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