Aprender a brincar, aprender a viver

Páginas: 10 (2375 palavras) Publicado: 24 de junho de 2014

OBRA: APRENDER A BRINCAR, APRENDER A VIVER
AUTOR: MARIE-RENÉE AUFAUVRE


PRIMEIRA PARTE

Capítulo I
“Banco do Brinquedo”

Em meados da década de 70, um grupo de empresas francesas reuniu-se para a criação do banco do brinquedo. Essa instituição foi criada com o intuito de reunir (armazenar) e bancar a compra de materiais, brinquedos e equipamentos utilizáveis junto a deficientes.Principalmente, a partir do ano de 1968, o governo francês, intensificou a distribuição de brinquedos nos Centros de Reabilitação para deficientes.
O projeto relacionado ao Banco do Brinquedo contou com o envolvimento do Comitê Nacional Français de Liaison pour la adaptation des handicapés.
O Banco do Brinquedo gradualmente assumiu um papel importante, não somente para a distribuição e manutençãodos equipamentos nas Instituições, como principalmente para a realização de trabalhos de consultoria e fonte de referencial bibliográfico.
De modo geral, os pressupostos presentes no ideário do Comité são de que qualquer que seja a brincadeira, jogo ou material, ele deve ser acessível e manipulável pela criança deficiente.
O papel do jogo na vida da criança foi analisado a partir de trêsdireções:
(a) acesso ao jogo
(b) existência de ludotecas especializadas
(c) jogo como instrumento de educação e reeducação


Capítulo II
Outros organismos que se interessam ativamente pelos jogos
e brinquedos da criança deficiente

Muitas associações internacionais criaram representações na França a partir do fim da década de 70. Dentre elas, o “International Council for children´s play”. Essaassociação elencou fatores importantes para a utilização de brinquedos junto a deficientes mentais.
(a) a importância da compatibilidade do brinquedo com o desenvolvimento intelectual da criança;
(b) a importância de fazer com que a criança perceba as diferentes possibilidades de um jogo;
(c) a importância da relação com o meio da criança;
(d) a criança deficiente mental, por si só,dificilmente diversifica um jogo ou brincadeira e, por isso, deve ser estimulada;.
(e) A criança deficiente mental tem mais facilidade em manipular brinquedos de grandes dimensões;
(f) A criança deficiente mental encontraria condições de lidar, apenas com poucos brinquedos ao mesmo tempo;
(g) As diferenças entre os brinquedos devem ser gritantes para uma melhor identificação por meio das viassensoriais;
(h) A cor fascina a criança deficiente;
(i) A criança deficiente carece de um tempo maior para explorar um brinquedo;
(j) A criança deficiente carece mais de brinquedos sólidos e palpáveis;
(k) A importância da criança compreender o meio de construção do objeto;
(l) A importância da segurança.


SEGUNDA PARTE

A CRIANÇA DEFICIENTE, A VIDA COTIDIANA E O JOGO

Nesse bloco apreocupação central é a apresentação de alguns conceitos importantes:
O termo jogo pode aplicar-se a certos objetos que servem de suporte à atividade lúdica, mas que também cobrem diferentes tipos de comportamento tendo em comum a gratuidade em relação aos imperativos da vida.
Já o termo brinquedo designa os objetos naturais, constituídos ou manufaturados que servem de suporte á atividade lúdica.Capítulo III
Deficiência: uma barreira

Toda deficiência, em maior ou menor grau, representa uma barreira entre a criança e a vida sob diferentes aspectos:
(a) entre a criança e os objetos que deve manipular;
(b) entre a criança e as pessoas com quem deve lidar;
(c) entre a criança e o mundo a descobrir;
(d) entre a criança e a imagem que vai construir de si mesma.

Podem ser considerados quatrotipos fundamentais de deficiência:
1) Motora – que pode ser aproximar mais ou menos do Sistema Nervoso Central;
2) Mental – que apresenta níveis que tomam como base o QI do indivíduo;
3) Sensorial – que corresponde a uma limitação nos canais de entrada de informação no indivíduo;
4) Relacional (de relação) – que corresponde a limitações no processo de interação com as pessoas, tendo um...
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