ANÁLISE CRÍTICA DO LIVRO “A DESOBEDIÊNCIA CIVIL”, DE HENRY DAVID THOREAU.

905 palavras 4 páginas
ANÁLISE CRÍTICA DO LIVRO “A DESOBEDIÊNCIA CIVIL”, DE
HENRY DAVID THOREAU.
Mariany Rodrigues Palauro

O livro foi escrito em 1849, num contexto histórico marcado pela Guerra MexicanoAmericana, por medidas de expansão territorial do EUA em direção ao oeste e o regime escravocrata ainda estava vigente nas terras norte-americanas. O objetivo da
Guerra era expandir o território norte-americano, que segundo eles, tinham um direito dado por Deus de possuir as terras Mexicanas.
Thoreau, que vivencia esse período, critica essa Guerra argumentando que mesmo que o EUA esteja vivendo uma democracia, o governo age de acordo com o que determina um grupo minoritário, esse grupo usa o que Henry chama de
“Governo Permanente” para trabalhar a favor de seus próprios interesses, ignorando a vontade do povo, foi o que aconteceu com a Guerra contra o México, nessa
Guerra a voz do povo era contrária, e não se fez valer.
O que acontece hoje no Brasil, particularmente, não passa longe disso, pois temos um governo que se movimenta a favor dos monopólios e de uma burguesia que não chega a um terço da população geral, visando seus interesses particulares e ignorando a

barbárie

generalizada.

O

povo

não

tem voz

nos

âmbitos

governamentais, o sistema democrático é apenas uma forma de mascarar a ditadura que vivemos hoje.
Thoreau defende o direito a desobediência civil quando um governo é insuficiente, o
Estado democrático deixa claro que temos direito de lutar, de cobrar melhorias, de incitar a revolução quando isso ocorre. Porém, no Brasil, não foi o que vimos nas manifestações de junho, onde foram esquecidos os princípios básicos do sistema que dizem ser vigente aqui. Vimos a repressão diante uma luta contra um governo insuficiente, o que desmascara uma ditadura.
Até mesmo Locke, que é um filósofo tomado como “pai da direita”, afirma que quando um Estado se torna ilegítimo, usurpador ou que não garante as necessidades básicas da

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