Antropologia e comunicação

Páginas: 9 (2140 palavras) Publicado: 25 de abril de 2011
“Sobre a necessidade e outros mitos”.
Ao pensar sobre o mundo, o homem o divide por categorias de intelectualidade. Separando idéias, conceitos, teorias e noções. Após fragmentação, estabelece relações entre os domínios. Por definição o pensamento não confunde o “real” e o “objetivo”. Pois não haveria sentido aquilo que povoa os cérebros humanos
Dependendo do critério ou vontade, afragmentação do mundo se fez pela visão do homem. O que não necessariamente o componente presente no pensamento humano se encontre realmente no universo.
O intelecto humano é antropocêntrico. O ponto de vista é caracterizado pelo próprio universo de quem o faz. O ponto de vista do homem acaba selecionando os fatos e coisas importantes para si. Instituindo os lotes de que o mundo é composto. Nãoseria errôneo imaginar que “peixes”, “aves” e “baratas” loteassem o mundo da mesma forma.
Só foi possível a construção do ponto de vista humano após o aparecimento da espécie no universo. Não são garantidas essas leituras singulares de mundo. Não garantindo obrigatórias e satisfatórias em todos aspectos. Dessa forma os homens acabam se deparando com seríssimos problemas ao levantar hipóteses sobreas relações do seres com a natureza. A fragmentação do universo nesse aspecto gera pressuposto contestável de que “natureza” e “seres” sejam domínios diferentes que “se relacionam”.
O que seria “natureza”? O que seria “ser”? Na verdade não se sabe onde um começa e outro termina. Não se sabe o limite entre um “ser” e outro.

“Da ciência á sapiência”.
Os seres vivos se relacionam com omundo de modo mecânico (isto é, modificando e sendo modificado) e de modo orgânico ( ou seja, retirando do mundo o que lhe é imprescindível). Em uma observação mais detalhada, no que diz respeito a alguns de seus aspectos, “mecânico” e “orgânico” são passíveis de ser comunicacionalmente concebidos.
Significando que as relações entre os seres não se ressumam a descontinuidade do tipo pressionar/ser pressionado ou se adaptar /ser eliminado. Em suma, podem ser configuradas como um intercâmbio de informações. Tais informações como: localizar, reconhecer, surpreender, ludibriar, modificar, atacar, seduzir...
Passando do individual ao coletivo, seria inconcebível uma sociedade que não pudesse manter a vida de seus componentes. Não podendo obviamente manter sua própria existência, já quefaltaria um requisito elementar que é a população.

“Mecanismo, organismo, informação”.
Um precioso ensaio intitulado “ A ecologia social dos chimpanzés” de Michael Ghiglieri [1985] colocou em evidência as relações entre indivíduo,sociedade e natureza. Ghiglieri inovou, o que foi fundamental em sua pesquisa, ao freqüentar por dois anos as fontes de alimentopara chipanzés em Niggo localizadoem Uganda.
O princípio teórico que Ghiglieri orientava seus estudos era: “para entender a ecologia social de um grupo de animais é necessário identificar a base de recursos alimentares do grupo e observar como o grupo se organiza para explorar estes recursos”.
A estrutura social dos chimpanzés é baseada nos movimentos de concentração e dispersão, conciliando a alimentação individual comasrelações coletivas. Isso se explicaria pela habilidade que eles têm de aprender e acumular informações. Nas palavras de Ghiglieri: “é surpreendente que os chimpanzés consigam sobreviver”.

“Ecologia social dos chipanzés”.
É preciso tomar cuidado com o ilusório que apresentam o Homem como um indivíduo pronto e acabado, como sendo completo em sua individualidade. Enxergando-o dessa maneira,fica difícil esclarecer a questão da “relação Homem com a natureza”. É fácil entender essa visão, já que a sociedade cultua o individualismo e a originalidade. Mas é preciso afastar essa concepção.
Tal como entre animais e plantas a vida humana em sociedade tem uma função existencial evidente. O social é requisito da materialidade existencial, é componente da mais pura vivência.
Mas os...
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