Antroplogia

1936 palavras 8 páginas
RAZÕES QUE A “RAZÃO” DESCONHECE

Evans-Pritchard, E. E. Bruxaria, oráculos e magia entre os Azande. Tradução Eduardo
Viveiros de Castro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2005. 255 pp. por Celso Vianna Bezerra de Menezes*
Nestes últimos anos, as editoras vêm apresentando um número substancial de novos lançamentos no mercado editorial brasileiro. Na área da antropologia, o crescimento no número de novas edições pode ser facilmente notado. Também é perceptível que, dentre estes lançamentos, os textos ditos clássicos vêm tendo lugar destacado por razões mercadológicas bem conhecidas. Novas edições e reedições vêm disponibilizando alguns textos antropológicos como: Bronislaw Malinowski, Crime e Costume na Sociedade
Selvagem; Franz Boas, A Formação da Antropologia Americana, 1883-1911, Antropologia
Cultural; Raymond Firth, Nós, os Tikopias; Edmund R. Leach, Sistemas Políticos da Alta
Birmânia; Marcel Mauss, Sociologia e Antropologia; Claude Lévi-Strauss, O Cru e o
Cozido, Do Mel às Cinzas; Pierre Clastres, A Sociedade contra o Estado, A Arqueologia da
Violência. Cito estes de memória dentre vários títulos lançados. Entretanto, observamos que estes lançamentos revelam dois fatos: de um lado estamos ainda bem longe de uma
“fartura” de títulos disponíveis; de outro que boa parte dos títulos tem de algum modo a interferência de alguma universidade pública e de seus programas de pós-graduação.
Entre os clássicos recém-lançados está à obra-prima de E. E. Evans-Pritchard,
Bruxaria, Oráculos e Magia entre os Azande. Publicada inicialmente em 1937, fruto de uma longa pesquisa realizada no Sudão durante a década de 1920, a obra ganha em 1976, três anos após a morte de seu autor, uma edição resumida que conta com uma importante introdução de Eva Gillies e com quatro apêndices não menos importantes. No Brasil ela foi publicada em 1978. Esgotada há muito tempo, raridade nas bibliotecas e sumida até dos sebos, ela agora é reeditada com a mesma ótima tradução

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