antologia poetica

Páginas: 12 (2789 palavras) Publicado: 6 de agosto de 2013





TAYNARA GONÇALVES DOS SANTOS
JENNIFER A. DE SOUZA CAMACHO
BRUNA ROB




O SÉCULO XIX NO SÉCULO XXI








PRAIA GRANDE

2013



Introdução













-2. Amor Não Correspondido
P'ra Maria
(Castro Alves)

ADEUS! P'ra sempre adeus!A voz dos ventos
Chama por mim batendocontra as fragas.
Eu vou partir... em breve o oceano
Vai lançar entre nós milhões de vagas ...
Recomeço de novo o meu caminho
Do lar deserto vou seguindo o trilho...
Já que nada me resta sobre a terra
Dar-lhe-ei meu cadáver... sou bom filho!...
Eu vim cantando a mocidade e os sonhos,
Eu vim sonhando a felicidade e a glória!
Ai! primavera que fugiu p'ra sempre
,Amor — escárnio!... lutulentahistória!
Bem vês! Eu volto. Como vou tão rico...



4. Mulher:
(William José Carlos Marmonti)

Comecei a desenhar-te na areia
Do galho úmido, presente do mar.
Finquei sem piedade, sangrando linhas e alma
Sem idade , mulher que a vida
Idéia sofria, desejo e olhar...
Loira, morena ,qual volume e dimensão
Pele que chuva banharia um dia , toda ilusão.
Traço delicado e belo, corpo emente
Rompendo carente, todo grão...
Porção que floresce,amado ser
Paixão que transcende ,semente do coração.
Desnudar-te em sons de violinos ,cordas e veleiros
Foi minha obra ,alma gêmea ,melhor canção.
Aventura ,cúmplice encontro , ausência doce
Da fêmea querida, totalidade perdida
Sopro de vida, que o amor fez nascer.....


5. MORTE
Se Eu Morresse Amanhã!
(Álvares de Azevedo )Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!

Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que manhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!

Que sol! que céu azul! que dove n'alva
Acorda a natureza mais loucã!
Não me batera tanto amor no peito
Se eu morresseamanhã!

Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã...
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!



6.Liberdade
Miguel Torga

Liberdade, que estais no céu...
Rezava o padre-nosso que sabia,
A pedir-te, humildemente,
O pio de cada dia.
Mas a tua bondade omnipotente
Nem me ouvia.

Liberdade, que estais na terra...
E a minha vozcrescia
De emoção.
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.

Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.
Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome.

7. Pátria
Canção do exílio
(Gonçalves dias)

"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves que aquigorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite -
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terratem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."

8. Deus e Religião
O ANJO CAÍDO
(Almeida Garrett )

Era um anjo de Deus
Que se perdera dos céus
E terra a terra voava.
A seta que lhe acertava
Partira de arco traidor,Porque as penas que levava
Não eram penas de amor.

O anjo caiu ferido
E se viu aos pés rendido
Do tirano caçador.
De asa morta e sem esplendor
O triste, peregrinando
Por estes vales de dor,
Andou gemendo e chorando.

Vi-o eu, n anjo dos céus,
O abandonado de Deus,
Vi-o, nessa tropelia
Que o mundo chama alegria,
Vi-o a taça do prazer
Pôr ao lábio que tremia
E só...
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