An Lise Cr Tica Final

Páginas: 6 (1489 palavras) Publicado: 15 de abril de 2015
Universidade de Brasília – UnB
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo – FAU







Igreja de São Francisco (Convento de Santo Antônio)









História da Arquitetura e Urbanismo do Brasil Colônia e Império
Professor Mário Eduardo Pereira
Avaliação 02
Alunos: João Marcus; Natália Brasil
INTRODUÇÃO
Este texto tem por objetivo analisar os diversos componentes da Igreja de São Francisco, na Paraíba.Essa chamada igreja na verdade é um complexo com construções diversas; as principais são as capelas de São Francisco, da Ordem Terceira (ou Dourada) e de São Beneditino (esta apenas para negros) e suas respectivas Sacristias, o Convento de Santo Antônio e a Própria Igreja. Aqui analisamos apenas a Igreja e seus complementos embora os outros ambientes também apresentem elementos interessantes. ACapela Dourada, por exemplo, apresenta um rico trabalho em talha dourada, com simbologias sutis: o abacaxi pendurado no teto em caixotões, o cocar de índio atrás da cabeça de São Francisco, as sereias na base das pilastras. As sacristias apresentam a delicadeza do rococó, com o dourado contrastando com o branco, e algumas cores ocasionais, como azul e vermelho, tão diferente do resto da igreja. Portodo o complexo há trabalhos em azulejos vindos de Portugal, podendo ser pinturas de cenas, como no adro e na nave da igreja, como padrões geométricos (claustro e alpendre) ou enxaquetados (adro e sacristias), com cores tão tradicionais dos azulejos portugueses: azul e branco.
I. ADRO
O adro tem cerca de 72 metros, e é ladeado por muros revestidos de azulejo, branco nas paredes e rodapé epilastras em xadrez azul e branco. À entrada do adro(fig. 1), há o Cruzeiro com cerca de doze metros de altura, ornado com águias ao pé da cruz, algumas bicéfalas(fig. 2); esse símbolo, com tantas interpretações, aqui surge como atributo do Império Cristão, adotada por tantas ordens religiosas entre os séculos XVII e XVIII, aqui despojado de qualquer insígnia política por estar em campo religioso.Passando o cruzeiro, no início dos muros, mostrando o pouco de influência oriental que há na arquitetura portuguesa, estão sentados os Cães de Fô(fig. 3), guardiões tradicionais em templos budistas (Fô é um dos nomes para Buda). Ao longo dos muros há seis nichos trabalhados em cantaria(fig. 4), três de cada lado, cada um representando, com pintura em azul e branco, os passos da Paixão de Cristo.Finalmente, ao término dos muros, já à entrada da Igreja, estão esculpidos rostos indígenas(fig. 5), um de cada lado da entrada. O conjunto todo (os cães, as passagens da Paixão de Cristo, os rostos indígenas) parecem ter sido colocados como processo de transferência do espaço profano ao espaço sagrado. Os cães são colocados à entrada como guardiões; a Paixão de Cristo está ali para transformar oespírito de quem entra na igreja; e os índios são mantidos de fora, indicando que já perderam sua "selvageria", mas ainda não ganharam o direito de invadir espaço sagrado.1 Embora não seja muito improvável que os rostos indígenas sejam apenas a marca daqueles que participaram da construção da igreja; os índios, assim como os escravos, levantaram as paredes de muitas obras brasileiras.
II. FACHADA FRONTALA fachada(fig. 6), construída apenas no início do século XVIII, é quase toda feita em cantaria – mostrando a importância que passou a ter a igreja na época, considerando que antes fora apenas uma pequena construção em taipa, ao estilo arquitetura de chão. O térreo mostra sua influência maneirista com pilastras de bases prolongadas e fustes com entalhes fora do comum. O primeiro pavimento temjanelas com arcos de vão abatido bastante sutis, sua ornamentação com folhas de acanto; brasões acima das janelas; e, algo que mostra a importância da igreja, sacadas de guardas balaustradas, comum apenas nos templos maiores. As volutas laterais(fig. 7) tem ornamentação comum: folhas de acanto entrelaçadas, e pináculos bulbosos; além disso, há em cada voluta um brasão indicando a data de execução da...
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