Análise Semiótica

Páginas: 10 (2422 palavras) Publicado: 24 de abril de 2014

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA
DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS – DFCH
COMUNICAÇÃO SOCIAL – JORNALISMO



AMANDA NÓBREGA ALMEIDA OLIVEIRA






O PAPEL DA MÍDIA NA CONSTRUÇÃO DO MITO DOS “ROLEZINHOS” SOB A VISÃO BARTHESIANA







VITÓRIA DA CONQUISTA
2014
AMANDA NÓBREGA ALMEIDA OLIVEIRA






O PAPEL DA MÍDIA NA CONSTRUÇÃO DO MITO DOS“ROLEZINHOS” SOB A VISÃO BARTHESIANA





Trabalho referente à disciplina Semiótica, oferecida no semestre 2013.2, como atividade final avaliativa do curso de Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo.

Docente: Cibele Barbosa







VITÓRIA DA CONQUISTA
2014


Introdução
A sociedade contemporânea acabou transformando o substantivo mito no adjetivo “falso”. O mitotornou-se sinônimo de algo não verdadeiro, o que acabou gerando a ideia equivocada de que não só aquilo que é mito não existe como não tem função. E a realidade do mito mostra algo muito diferente.
Semiólogos e linguistas dizem que, ao contrário do que habitualmente se pensa, o mito é uma realidade. Ele apresenta algo muito concreto e vivo. Aliás, é mais do que isso: o mito é uma fala real, que contauma história e que apresenta um modelo exemplar.
"O mito é uma fala” 1, é o que afirma Roland Barthes. Naturalmente, como ele mesmo diz, não é uma fala qualquer. Trata-se de um sistema de comunicação, de uma mensagem. E, como mensagem, pode ser representada por um texto escrito ou oral, assim como por imagens. Desse modo, "a fotografia, o cinema, a reportagem, o esporte, os espetáculos, apublicidade, tudo isto pode servir de suporte a fala mítica"2.
E, à razão de Barthes, o mito, ao contrário de significar uma falsidade, expressa algo verdadeiro, ainda que as pessoas possam não perceber. Aliás, esse caráter de oculto do mito talvez seja uma de suas características mais marcantes nas sociedades contemporâneas.
No presente ensaio, pretende-se analisar o fenômeno dos “rolezinhos”, fatosocial que a mídia, recentemente, tratou de mitificar e naturalizar para os brasileiros. Aqui, esse mito será destrinchado, enfocando desde a sua formação, até a sua finalidade, a partir das ideias propostas por Barthes. Além disso, será exposta a maneira como este fenômeno é visto pelos meios de comunicação e seus espectadores.

O fenômeno dos “rolezinhos”
O termo “rolezinho” éum neologismo criado para definir um tipo de flash mob3 ou organização de encontros simultâneos de centenas de pessoas em espaços como praças, parques públicos e shoppings. Os encontros são marcados pela internet, geralmente por meio de redes sociais como o Facebook. Aqui, no Brasil, o fenômeno foi amplamente difundido nos shoppings centers de algumas cidades, principalmente em São Paulo. 
O primeirorolezinho na cidade de São Paulo ocorreu no dia 7 de dezembro, no Shopping Metrô Itaquera, no bairro de mesmo nome do extremo leste da cidade. Na ocasião, cerca de 6 mil jovens se reuniram no local e, segundo foi veiculado em alguns noticiários, parte delas teria realizado um arrastão em uma loja do centro comercial. A partir daí, outros rolezinhos foram realizados em vários locais do país, não serestringindo apenas aos shoppings paulistas.
Os rolezinhos ganharam destaque no noticiário brasileiro devido a supostos delitos cometidos por alguns participantes, como tumultos, furtos e agressões. No entanto, o fenômeno é analisado por sociólogos e outros pensadores como sendo um "apartheid" social que denuncia a desigualdade social e racial no país.

O mito nos “rolezinhos”
Segundo Barthes, ouniverso é infinitamente sugestivo, isto é, tudo o que no universo contém pode ser considerado um mito. Para ele, o mito é um sistema de comunicação historicamente determinado; uma fala que não se define pelo objeto de sua mensagem, mas pela maneira como  é  proferido. O fenômeno dos rolezinhos está inserido no contexto da sociedade contemporânea. A partir do momento em que este termo foi...
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