Análise do discurso do jornalista Luiz Cláudio Cunha - O que é importante para a vida profissional de um jornalista?

Páginas: 6 (1285 palavras) Publicado: 5 de agosto de 2013
O discurso de Luiz Claudio Cunha propõe como viga mestra do Jornalismo a existência perene da pergunta, não da resposta, pois a pergunta em si desafia, provoca, instiga, ilumina a inteligência, alimenta o pensamento. Daí a explicação da fuga de muitos diante da pergunta.
Segundo este mestre, a Universidade é a grande superfície de estudos e do progresso moderno, sendo responsável não só peladisseminação do conhecimento, mas também pelo preparo profissional de jovens que abraçam a carreira do jornalismo. É justamente na Universidade que a curiosidade vai ser despertada como instinto básico, como “bicho” que morde o tempo todo o jornalista, e ao mesmo tempo fornece o tempero que atrai os leitores para as notícias frequentes e as reportagens bombásticas. Aprende-se na Universidade que umjornalista curioso é um exímio pesquisador, alguém que vai em busca de fontes, procura esclarecer as histórias e tem maior contato com as notícias, construindo uma relação maior de confiança com seus leitores e dando maior credibilidade ao que publica.
Luiz Claudio Cunha separa em seu discurso as posições de Heródoto e de Tucídides na divulgação do material recolhido. O primeiro apenas registravao material encontrado e equacionava as ações humanas como resultado da intervenção dos deuses. O último, preferia enviar testemunhas oculares e entrevistar participantes dos eventos para posteriormente divulgar o ocorrido. Nesta análise, parece que Tucídides está bem mais perto da profissão de jornalista do que seu antecessor Heródoto.
Através da pergunta, o homem se autoafirma como serpensante, promovendo a disseminação do saber. O ato de perguntar agrega curiosidade e nos abre para a pesquisa como forma de conhecer a si próprio e o mundo que nos cerca. Perguntar traz o desafio de pensar, construir hipóteses e alimentar interesses e curiosidades. Neste particular, parece que Luiz Claudio Cunha faz recordar o ensinamento Socrático que buscava na dúvida a forma de se encontrar a verdade,pois o diálogo Socrático era composto de dois momentos: o momento em que se emitia um conceito (a maiêutica) e o momento em que se colocava esse conceito em dúvida (a ironia). Para este filósofo grego, verdades são passíveis de comprovação e este deve ser na atualidade o comportamento de um profissional da imprensa.
Luiz Claudio Cunha atenta, por exemplo, para momentos da História em que ocidadão não se curva aos desmandos do Estado e resolve resistir a tais atitudes. São citados 3 exemplos: a bomba do Riocentro, a concentração de Sierra Maestra e o exemplo do Araguaia. Em nenhum desses casos se pode rotular de terrorismo o que aconteceu, embora a tendência fosse fornecer a tais casos essas aparências. No caso do Riocentro, por exemplo, se procurava fazer com que uma bomba explodissedurante uma concentração festiva, dando traços da ação de terroristas. O detalhe importante foi que essa bomba explodiu antes de entrar no Riocentro, dentro de um carro Puma, no colo de militares que a transportavam. Esses militares eram ligados ao SNI (Serviço Nacional de Informações).
Com relação a Sierra Maestra, torna-se necessário lembrar que era o reduto de patriotas que procuravam libertarCuba das mãos dos norte-americanos. Essa ilha sofria os efeitos da Emenda Platt (emenda aonde os americanos possuíam direitos de atuar politicamente dentro de Cuba) imposta pelos norte-americanos desde o momento em que Cuba se libertou do domínio espanhol. Em Sierra Maestra estavam Fidel Castro, Che Guevara e outros líderes que formavam então o exército que conduziria Cuba a sua libertação de umentão possível imperialismo americano.
No caso brasileiro, o golpe militar gerido externamente pelo Capitalismo Selvagem, encontrou uma forte resistência na região central do país, mais precisamente no Araguaia, onde militares como Carlos Lamarca e Carlos Marighella resolveram se “aquartelar” e resistir aos desmandos do Estado autoritário. Ficou fácil para a Ditadura Militar classificar o...
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