Análise das formas

Páginas: 7 (1501 palavras) Publicado: 10 de março de 2011
SEMINÁRIO TEOLÓGICO BATISTA DO NORTE DO BRASIL
DISCIPLINA: EXEGESE DO NOVO TESTAMENTO II
PROFESSOR: MARLESSON CASTELO BRANCO
ALUNO: MARIVALDA CLEMENTE GONZAGA G SOUZA
TURNO: MANHÃ

EXEGESE DO NOVO TESTAMENTO II

RECIFE2010
ANÁLISE DAS FORMAS

1. O QUE SIGNIFICA ANÁLISE DAS FORMAS, DO PONTO DE VISTA DA CIENCIA DA EXEGESE TEXTUAL?
RESPOSTA:
As formas na presente análise compreendem a soma das características estilísticas, sintáticas e estruturais de um texto, ou seja, o seu perfil lingüístico. Este conjunto de peculiaridades queDibelius sintetizou com a palavra estilo, não pode limitar-se, segundo ele ao emprego de certos termos específicos ou a construções características de frases. O estilo de um texto engloba toda sua forma de apresentação, como introduções ou finais típicos e descrições breves ou pormenorizadas dos eventos.
2. QUAL A UTILIDADE DA ANÁLISE DAS FORMAS?
RESPOSTA:
. 1 ) Auxilia a retirar do texto,apenas o que ele tem a oferecer como por exemplo: os diversos gêneros narrativos possuem as seguintes características:
a) descreve fatos isolados, no tempo e no espaço. b) expõe os fatos de forma resumida. c) concentra o diálogo em dois personagens. d) destaca a pessoa ou um dito.
O padrão narrativo nos ajuda a não esperar do texto, informações que ele não pretende dar, teríamos como exemplo aceia de Jesus com os publicanos e pecadores em Mc.2.15-17.
2)Auxilia a interpretar o texto de acordo com o gênero a que pertence: como exemplo o caso das parábolas, que são interpretadas como se fossem alegorias. As parábolas, são narrativas que costumam conter uma só lição. Nas alegorias ao contrário, os vários detalhes da narrativa possuem uma significação própria.
3)Auxilia a identificar osobjetivos com os quais os textos foram redigidos, por exemplo, discursos de revelação, preces, parêneses, textos eclesiásticos expressam profissão de fé.
4) Auxilia a identificar o lugar vivencial de um texto, entre estes destacam-se: a pregação, a catequese, as celebrações litúrgicas e apologias ou polêmicas.
5) Fomenta o aprofundamento na vida, bem como nas tarefas e funções desempenhadaspelas primeiras comunidades.
6)Pode subsidiar a análise de conteúdo e a análise teológica dos textos, sobretudo por classificação em gênero e subgêneros específicos.

3. QUAIS AS LIMITAÇÕES DESSE TIPO DE ANÁLISE DAS FORMAS?
RESPOSTA:
. Alguns pesquisadores das formas apresentam um ceticismo em relação a historicidade dos eventos narrados pelos evangelistas. Isso se deve ao fato do mundojudaico ou Greco-romano, apresentar narrativas formais idênticas aos relatos dos Evangelhos. A isso se poderia contrapor que semelhança de forma não significa semelhança de conteúdo e analogia não pode ser confundida com genealogia.
.Alguns pesquisadores distinguem entre formas mais e menos puras de determinados gêneros. Contra esse modo de proceder, tem-se afirmado que, na comunicação real a purezadas formas, não costuma ser a regra e sim a exceção.
. Uma tese semelhante defendida por alguns analistas das formas, é que, do ponto de vista literário, houve uma evolução com relação aos seguintes gêneros: - dito – paradigma puro – paradigma menos puro – novela – mito. Os textos teriam evoluído para narrativas mais longas. Há de se temer esta tese, pois, os diversos gêneros podem ter coexistidodesde o princípio.
. Dibelius postulou que diferentes grupos, teriam criado os diversos gêneros. Os paradigmas teriam sido criados pelos pregadores, as novelas pelos narradores e a tradição parenética pelos mestres. Existe uma crítica para esta tese, por duas razões: estes e outros gêneros não foram criados pela comunidade primitiva, mas existiam antes e ao lado dela e como nós empregamos...
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