Análise crítica sobre “O que importa é o motivo / Immanuel Kant”

Páginas: 8 (1846 palavras) Publicado: 22 de novembro de 2013
A ideia dos direitos humanos universais pode nos remeter a ideia de buscar a felicidade de uma maioria, ou seja, na busca da felicidade coletiva, excluindo o individuo e utilizando-o como mero instrumento. Mas aí, se observarmos o individuo como mero instrumento para a obtenção do bem estar de uma coletividade, estaremos violando o direito fundamental que este individuo de propriedade sobre simesmo, fato este que não pode ser tomado de forma radical, de modo que exista um Estado mínimo para minimizar esses efeitos.
Segundo Michael Sandel:
“Fundamentação”, de Kant, fala de duas grandes questões. A primeira: qual é o principio supremo da moralidade? E a segunda: Como a liberdade é possível?”
Para Kant, a justiça, a moralidade e a liberdade estão associadas. A ideia utilitaristaque de a felicidade de uma maioria, baseada naquilo que esta maioria acha moral e justo, não quer dizer que sempre isto será algo de fato justo. Até porque essa moralidade e felicidade estariam ligadas a um desejo, uma intenção para satisfazer um desejo nosso, ou até para buscar o interesse de outro, de forma que este, realmente não seria, de fato, o principio supremo da moralidade. Claro que somoshumanos e temos nossas inclinações, nossos sentimentos, pelos quais queremos sentir o prazer e não a dor, mas a questão é que quando nos colocamos numa situação de agir, por muitas vezes, esse nosso agir tem um cunho moral, pelo fato de termos a capacidade de passa por cima dessas inclinações.
Ou seja, ao invés de ter essas atitudes por “inclinação” pela maior parte do tempo, deveríamos noscolocar no papel de seres racionais (e por esta razão merecedores de respeito), capazes de pensar, e daí retirarmos as atitudes que realmente importa, ou seja, de atingir a moralidade, e automaticamente a justiça e a liberdade, pela nossa “pura razão prática, que cria suas leis a piori, a despeito de quaisquer objetivos empíricos.”, e na medida em que criamos essas leis, nós nos afastamos de nossosinteresses particulares, levando em conta a racionalidade de toda humanidade.
E ainda assim, Kant não nega o fato de que as atitudes por inclinação e pelo dever podem estar presentes simultaneamente, porém, para a atitude ser moral, ele tem que fazer algo por aquilo ser o certo e não para satisfazer seu desejo.
A ideia de liberdade de Kant, é interessantíssima, pelo fato de que, ao fazer escolhaspara satisfazer algum desejo, não temos liberdade, pois esta está presa a esse desejo. Ou seja, fazemos aquilo que nosso desejo quer, obedecendo-os e agindo de forma “heterônoma”, e que sempre será uma atitude feita por causa de outra coisa. E a liberdade, de fato, consiste no oposto: na autonomia de dependência de fatos externos, mas sim, por leis que imponho a mim mesmo, e estas leis sãoretiradas da nossa própria razão, independente dos ditames da natureza ou das inclinações.
Dessa ideia, tiramos que aquilo que é moral, é aquilo que fazemos não por intenções externas, mas por ser a coisa certa a se fazer, pelo fato de ser o certo a se fazer.
A ação moral só terá valor, para Kant, se for motivada pelo dever, até mesmo a ideia da compaixão, da ajuda ao próximo, se for feita apenaspelo prazer de se sentir melhor ajudando o outro, não se trata de ação moral, mas se for feita pela ideia de que esta ação é um dever e que tem que ser feita seguindo nossa razão, aí sim, teremos uma ação moral, livre da compaixão e da empatia.
A análise do terceiro contraste se baseia na razão. Para Kant, a razão tem dois comandos: um que ele chama de “imperativo”, que seria simplesmente umaobrigação, é o raciocínio de fazer algo para conseguir outra coisa. (imperativo hipotético). Mas se a ação é valida em si mesma, e portanto necessária, estaremos diante do imperativo categórico, ou seja, sem referencia ou dependência de qualquer outra coisa. Desta forma, estaremos então agindo de forma autônoma.
Mas então, como seria e o que seria esse imperativo categórico?
Kant nos oferece três...
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