Amor e celibato

426 palavras 2 páginas
Eça de Queirós escreveu em certa página do Crime do Padre Amaro que o Amor era uma das grandes forças da civilização. Simplesmente nem Eça de Queirós, nem ninguém, até hoje soube dizer, em definitivo, o que era o Amor.
Como disse Óscar Wilde, o mistério do amor é maior que o mistério da morte. E, entretanto, é desse mistério que o amor vive e sempre viverá. Assim, quando estamos para dominar esse sentimento tão grandioso, foge-nos o controle como uma borboleta de oiro; quando pensamos conhecê-lo, as máscaras caem. Além de tudo, o amor pode ocorrer com qualquer ser humano, independente de sua vontade e manifestar-se de diversas formas, assim, levando o apaixonado à redenção ou à ruína, à tranquilidade ou à desgraça.
Podemos observar isso em diferentes épocas da Literatura, como no Romantismo Brasileiro em O Noviço, de Martins Pena, onde temos o amor legítimo de sentimento entre o noviço Carlos e Emília,
Trecho
em contraposição do romance devasso entre o Padre Amaro e Amélia, do Realismo Português de O Crime do Padre Amaro, de Eça de Queirós.
‘’E já não sentia por ela o mesmo amor sentimental, quase doloroso: agora a idéia muito magana dos dois padres e as duas cuncumbinas, de panelinha, dava àquele homem amarrado pelos votos uma satisfação depravada. ’’ Nota o crime do pe amaro Como observamos, o amor, nesses casos, atravessa as barreiras morais impostas pela Igreja Católica onde a relação entre padre e mulher é inaceitável e, acima de tudo, vai contra os Dez Mandamentos de Moisés. O sexto mandamento, na Bíblia judaico-cristã diz textualmente "não pecar contra a castidade" (Ex 20,14) que consiste em aprender e a dominar a si mesmo, sendo bem clara: ou o homem comanda suas paixões e obtém a paz, ou deixa-se dominar por elas e torna-se infeliz. Também, precisamos entender em que contexto essas obras foram inseridas e qual era o valor moral da sociedade.
Seria necessário ter perdido todo o espírito de rigor para querer definir o Romantismo. Paul Valéry –

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