Alternativas energéticas sustentáveis e políticas públicas para pequenas comunidades da amazônialternativas energéticas sustentáveis e políticas públicas para pequenas comunidades da amazônia: a comunidade de são josé a:

Páginas: 26 (6352 palavras) Publicado: 3 de abril de 2012
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ALTERNATIVAS ENERGÉTICAS SUSTENTÁVEIS E POLÍTICAS PÚBLICAS PARA PEQUENAS COMUNIDADES DA AMAZÔNIA: A COMUNIDADE DE SÃO JOSÉ



Harley de Freitas Liberato, M.Sc.



RESUMO


O presente trabalho faz um diagnóstico sócio-ambiental e do potencial energético da Comunidade de São José, localizada na Ilha de Terra Nova, no Município do Careiro da Várzea,Amazonas. A Comunidade de São José, apesar de estar localizada a poucos quilômetros de Manaus, não usufrui do sistema de abastecimento elétrico que atende a capital do Amazonas. Sua população utiliza grupos geradores a Diesel, sem um planejamento adequado, para o suprimento de suas necessidades energéticas.
O autor faz um estudo das características sócio-econômicas da população-alvo, bem comodas principais fontes renováveis de energia que podem ser utilizadas na região, para, na ótica da sustentabilidade, suprir a demanda de energia elétrica atual e futura da comunidade, respeitando a realidade sócio-econômica, bem como a paisagem da região.



1. INTRODUÇÃO

A demanda de energia per capita vem aumentando gradativamente no decorrer da história. O aumento do consumo e adiversificação das fontes de energia responderam às mudanças das necessidades sociais. Esse aumento da demanda explica a incorporação de novos recursos energéticos que se agregam sucessivamente aos que já existiam. Todavia, o aumento da demanda energética mundial ao longo da história, vem acarretando comprometimentos aos ecossistemas, inclusive na Amazônia que, apesar de pouco beneficiada pela geraçãode energia, sofre fortes impactos causados pela exploração de seus recursos energéticos.

A Amazônia é detentora de um vasto e diversificado potencial energético, tanto em fontes não-renováveis de energia, quanto em fontes renováveis. Entretanto, fatores políticos, tecnológicos, econômicos e geográficos acabam restringindo o aproveitamento eficiente desse potencial. Modelos energéticosvoltados para os centros urbanos e industriais, e a falta de políticas públicas para as comunidades rurais da Amazônia, fazem dessa região a detentora dos mais baixos índices de eletrificação rural do país. Em 1990, a região Norte possuía apenas 1,83% das propriedades rurais eletrificadas, enquanto a região Sul, detentora do maior índice, apresentava 61,69% das propriedades rurais eletrificadas(CORREIA, 1992)

Esse modelo de oferta de energia acompanhou o modelo de distribuição de renda, ampliando a geração centralizada de energia e beneficiando o setor produtivo que se encontra nas cidades mais importantes da Amazônia e nos grandes empreendimentos regionais. Esse modelo gerou também um esquecimento das populações dispersas na área amazônica, com densidades populacionais às vezesmenores que 1hab/km2, mas que no total atingem alguns milhões de habitantes sem oferta adequada de energia.

Dessa forma, a Amazônia convive, de um lado, com potenciais gigantescos de produção de energia elétrica – que certamente precisam ser explorados com tecnologias que respeitem o meio ambiente e o povo amazônico –, e, do outro, com índices de demanda reprimida, que impõem à sociedadelimitações à sustentabilidade e ao desenvolvimento.

Dentro desse contexto energético, encontram-se pequenas comunidades que não estão inseridas em nenhum programa de desenvolvimento sócio-econômico, ou seja, são aquelas sociedades que estão à margem das políticas públicas e não possuem programas de saneamento básico, saúde, educação, geração de renda e atendimento elétrico, apesar deestarem próximas de grandes centros. A essas sociedades, o setor energético designa o termo comunidades excluídas. Estima-se que, só no Brasil, 35 milhões de pessoas não são atendidas pelo abastecimento energético (CEPEL, 1996). Populações rurais, vilas e pequenos povoados são os mais atingidos pelo déficit do setor elétrico, refletindo a falta de um planejamento governamental para tais comunidades....
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