Alterações hemodinâmicas da mobilização passiva em pacientes internados em uma uti

Páginas: 22 (5364 palavras) Publicado: 21 de maio de 2012
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Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora
SUPREMA

Alterações Hemodinâmicas da Mobilização Passiva em Pacientes Internados em uma Unidade de Terapia Intensiva

Artigo Original
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Graduação em Fisioterapia, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Fisioterapia.Autores: Ingrid Guedes Costa Rosado
Liviane Aparecida de Souza
Marciana Rezende Amaral
Orientador: Prof. Ms. Fernando Antônio de Lima Júnior


Palavras – chave: Mobilização, Imobilização, Fisioterapia.



Liviane Aparecida de Souza. R. Dante Bellei,123 – Santa Cândida,
Juiz de Fora – MGCEP: 36061-440. livisouza2005@hotmail.com
Juiz de Fora – MG
2010
RESUMO

OBJETIVO: mensurar as possíveis alterações da frequência cardíaca (FC), pressão arterial (PA) e saturação de oxigênio (SpO2) antes, durante e após o protocolo de tríplice flexão passiva de membros inferiores, nos pacientes mantidos sedados e em ventilação mecânica na UTI. MÉTODO: em um estudo do tipo ensaio clínico, 10pacientes foram submetidos ao protocolo de mobilização passiva de MMII, avaliando possíveis alterações na FC, PA e SpO2, antes, durante e após a aplicação do protocolo. RESULTADOS: a média de idade foi de 57 ± 35 anos, sendo oito pacientes do sexo masculino e todos internados na UTI. Não houve diferença significativa na PA (p= 0,40), SpO2 (p= 0,98) e FC para MID (p= 0,94) e MIE (p= 0,81) comparando comos momentos da coleta de dados. CONCLUSÃO: O presente estudo sugere que a mobilização passiva não causa alterações importantes na FC, PA e SpO2 em pacientes sedados e em ventilação mecânica, pois não demonstrou haver mudanças significativas em seus resultados. Sugerimos que novas pesquisas sejam realizadas com protocolos de movimentação passiva em diferentes grupos e também, estudos abrangendo umnúmero maior de indivíduos.



























INTRODUÇÃO

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é um serviço de internação para pacientes graves, que requerem assistência multidisciplinar para a recuperação ou manutenção de suas funções fisiológicas. Para isso, utiliza-se medicamentos e equipamentos específicos para suporte de vida, monitorização contínua e outros recursos para diagnósticoe tratamento1, 2. Mesmo com estes cuidados intensivos, e independente da patologia de base, estes indivíduos podem apresentar diversas complicações devido ao tempo de imobilização, agravando ainda mais o estado de saúde3.
Os efeitos deletérios do repouso prolongado afetam diretamente a qualidade de vida do paciente, podendo causar contraturas articulares e musculares, osteoporose por desuso,atrofias e fraqueza muscular, prejudicando o condicionamento cardiorrespiratório, o que resulta em um maior tempo de internação e um aumento dos custos hospitalares4-7. Um estudo retrospectivo realizado por Clavet et al. (2008), coletou dados de pacientes que permaneceram internados em uma UTI por 14 dias ou mais, com o objetivo de avaliar a presença de contraturas articulares e sua persistência apósalta hospitalar. No estudo foram incluídos um total de 147 pacientes com tempo médio de permanência na UTI de três semanas. Foi observado que 34% dos pacientes investigados apresentaram alguma contratura articular significativa em pelo menos uma articulação. Um fator de risco importante observado foi a permanência na UTI, pois quanto maior foi o tempo de internação, maior a gravidade dacontratura. Após alta hospitalar, 23% dos pacientes continuaram apresentando a contratura adquirida na UTI comprometendo a funcionalidade desses pacientes, reduzindo a amplitude de movimento (ADM), podendo causar incapacidade de realizar as atividades de vida diárias (AVD’s)8.
Herridge et al. (2003), avaliaram 109 pacientes um ano após a Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA) e identificaram que...
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