Alienãção moral

739 palavras 3 páginas
Nascido em Paris, Jean-Paul Sartre, nasceu em 1905 e morreu em 1980, tornou-se o filosofo mais conhecido da corrente existencialista. Grande parte de sua fama deve-se não propriamente à sua obra filosófica, mas às suas peças de teatro e romances. Sartre recebeu significativa influencia filosófica de Heidegger. Durante os anos da Segunda Guerra Mundial, participou da luta da resistência francesa contra o nazismo. Também aderiu ao marxismo, considerando-o a filosofia de sua época, mas adiante da intervenção soviética na Hungria, em 1956, rompeu com o Partido Comunista, acusando-o de se desviar do sentido autentico do marxismo. Em 1964 foi agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura, mas se recusou a recebe-lo. Não desejava reconhecer a autoridade dos juízes que lhe ofereceram o prêmio nem aderir a essa instituição.
Muitas pessoas sonham ou têm pesadelos onde aparecem sem roupa na rua, à frente de estranhos. Ficam aflitas e envergonhadas e só sentem alívio ao despertarem e perceberem que tudo não passou de um sonho. A partir disso, podemos pensar, filosoficamente, por que sentimos vergonha? Por que um bebê não sente vergonha de estar sem roupa?
Para Sartre, a vergonha vem do fato de que nós somos o que os outros no revelam. Assim, no caso da vergonha, somos instituídos pela presença julgadora dos outros. Nos reconhecemos nossa existência a partir do significado que o outro nos que o outro nos atribui. Se me sinto envergonhado e acho o que está acontecendo comigo é algo feio, é o outro que me revela esse significado. Do mesmo modo, ao estar apaixonado, egoisticamente precisando ser amado, o outro me revela essa necessidade.
Diferente do amor, que quer aprisionar o outro ao nosso lado, o ódio também nos revela quem somos. O ódio me revela minha maldade, meu ser cruel, mesmo quem ri de nós nos institui. Enfim, cada um de nós experimenta a própria existência sob o olhar alheio.
Isso faz com que nossa relação com os outros seja tão intima que precisamos assumir uma vida

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