Algumas teorias das relações internacionais

Páginas: 5 (1052 palavras) Publicado: 19 de novembro de 2014
Algumas teorias das relações internacionais: realismo, idealismo e grocianismo
Gustavo Biscaia de Lacerda
Diponível em : . Acesso em 28 jul 2014.

O objetivo principal do artigo consiste em apresentar, de forma explicativa, alguns dos principais paradigmas e modelos estudados nas relações internacionais, relacionando-os a fim de que se possa – ainda que de forma sucinta – compreender asrelações existentes na sociedade internacional. Apesar de seu título o limitar a apenas três teorias, a saber, realismo, idealismo e grocianismo, o artigo também apresenta variações e atualizações dos mesmos como o neo-realismo e o globalismo.
O artigo, escrito por Gustavo Biscaia de Lacerda, é dividido didaticamente em tópicos, contendo também introdução e conclusão. Lacerda começa abordando umadiscussão muito recorrente da área: a nominação consagrada do termo “relações internacionais” que segundo ele “guarda uma imprecisão, ao mesmo tempo em que um certo erro conceitual”, pois o termo limita as relações mundiais apenas a relações entre Estados/nações, deixando apagado as inúmeras outras formas de relações existentes no cenário global: relações econômicas, históricas, religiosas, entreoutras também citadas por ele. O autor ressalta logo em seguida a volatilidade das teorias empregadas às relações internacionais, pois são formuladas de acordo com o momento histórico no qual a sociedade vive, e por isso estão sujeitas a mudanças devido às transições históricas, criando-se a necessidade de se achar novos modelos para substituir os que foram invalidados.
Nos tópicos que seguem oautor discorre sobre as teorias e seus elementos, comentando cada uma e destacando a importância delas para a compreensão do relacionamento entre os atores existentes na sociedade internacional.
O primeiro tópico trata do paradigma Realista que tem suas bases inspiradas no pensamento filosófico de Hobbes. Para Hobbes os homens são egoístas por natureza e se encontram em um estado natural – estadoem que eles possuem os mesmos direitos e se comparam a animais por estarem sujeitos a agir por instinto para garantir a sobrevivência – e se não estiverem sujeitos a leis que os mantenham em respeito com outros indivíduos, encontram justiça na guerra, culminando na morte. Levando-se em conta que o indivíduo coexiste com outros, Hobbes então sugere um pacto social como forma de garantir a mútuasobrevivência. No pacto social, o homem tem parte da sua liberdade reduzida pelo Estado que, através de instituições e leis, garante a proteção da vida, e impede que os conflitos entre os homens que convivem em sociedade os leve à anarquia, resultando na ruína do Estado. Logo, esse poder concedido ao Estado se traduz em soberania, ou seja, só ele – por meios legais – estaria apto para punir quemtransgredisse suas leis. Diante disso, o Estado controla os indivíduos, não deixando que eles vivam em anarquia e em guerras constantes. Para o Realismo o principal e único ator existente nas relações internacionais é o Estado, não havendo nenhum outro ator acima dele. Isso justifica o termo “anarquia internacional” pregado pelos realistas, pois não existe uma força superior aos Estados que reja aconvivência entre eles, e não havendo uma força superior ou um “império universal” como cita o autor, a convivência entre eles se garante através do equilíbrio de poder, pautado nas forças militares. Justificando por sua vez os constantes conflitos e guerras entre nações.
No segundo tópico é abordado sobro o neorrealismo, uma atualização do Realismo que não se difere muito quanto aos princípios eideias centrais desse, mas traz como novidade o incentivo à inserção da economia como um aliado político, ou seja, um outro ator atuante na política internacional, porém ainda sendo totalmente controlado pelo principal ator, o Estado.
O tópico 3 aborda o Idealismo. O Autor basicamente descreve o idealismo como uma teoria não oficial, onde não existem trabalhos científicos na área de RI que a...
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