Alfred Marshall

Páginas: 16 (3778 palavras) Publicado: 9 de novembro de 2013
ALFRED MARSHALL

Alfred Marshall nasceu em Bermondsey, subúrbio de Londres, em 26 de julho de 1842. Filho de William Marshall e Rebeca Oliver. Seu pai era um caixa do Banco da Inglaterra, de caráter tirânico, cresceu no bairro londrino de Clapham. Embora tenha sido desencorajado pelo pai a se dedicar à matemática, por ser irrelevante para o clero, que o pai escolhera para carreira do filho,Marshall estudou em Cambridge, onde se dedicou à matemática, à física e, posteriormente, à economia. Casou-se em 1877 com uma antiga aluna, Mary Paley, que se tornou professora de economia e sua ativa colaboradora intelectual. Morreu em Cambridge, aos 81 anos, no dia 13 de julho de 1924.
Alfred Marshall foi, sem dúvida o maior economista inglês de sua geração. Sua obra teve enorme influência nomundo. Se perguntássemos por que a obra deste autor teve maior repercussão que a de Walras e Jevons, por exemplo, talvez pudéssemos apresentar duas razões.
Primeiro Marshall escreveu de maneira mais cessível. Sua pretensão era falar do homem do negócio e não ao especialista. Por isso, diagramas e elaborações matemáticas foram relegados e apêndices e notas de rodapé. Marshall era filantropoconvicto. Quando ainda jovem, dirigia-se a certos homens de negócios apresentando-lhes suas ideias para regenerar o mundo. Estes esquemas de salvação eram recebidos com ironia e ceticismo. Diziam que ele pensava assim por desconhecer o mundo dos negócios. Foi a vontade de conhecer os homens práticos que desviou Marshall da Matemática para a Economia. Sua primeira intenção era fazer uma breve incursão pelomundo da Ciência Econômica, persuadir seus adversários e depois voltar a seus estudos abstratos.
O segundo motivo que propiciou mais ampla acolhida a obra de Marshall, pelo menos no mundo de língua inglesa, foi o fato de ele não romper com a grande tradição da economia clássica que vinha desde Adam Smith, Ricardo e Stuart Mill. Marshall voltou-se para esses autores e os estudou em profundidade.Não apresentou sua obra como ruptura com o passado, mas antes como uma continuação dele. A partir de Marshall, que procurou preservar o legado dos clássicos ainda que sob outro enfoque, é lícito falar em escola neoclássica.
O próprio Marshall nunca aceitou que tivesse influenciado por Walras ou Jevons. Reconheceu sua dívida para com os clássicos e para com Counot e Von Thuner, mas não para com osprimeiros marginalistas. Também rejeitou, com irritação, a interpretação de muitos autores americanos que consideravam sua obra como uma síntese da escola marginalista com a escola clássica.
A seus próprios olhos, Marshall era um continuador dos clássicos e principalmente de Ricardo. Não raras vezes ele critica alguns marginalistas que pretendiam romper definitivamente com a escola clássica. Aodiscutir o problema do valor em Ricardo e Jevons, por exemplo, tenta mostrar que Ricardo, contrariamente ao que pensava Jevons, não desprezou o aspecto “utilidade” e chegou mesmo perto da distinção entre utilidade total e utilidade marginal. Se Ricardo acentuou o aspecto dos custos de produção, foi por estes serem menos claros aos olhos de seus contemporâneos.
A obra de Marshall não é apenasanalítica, como a principal obra de Ricardo, mas está cheia de conselhos e considerações práticas, como a de Adam Smith. Marshall também era um espírito enciclopédico. Em 1868 dirigiu-se a Alemanha para ler Kant no original. Passou cerca de dois anos neste pais e familiarizou-se com obra de Hegek e dos economistas da escola histórica. Embora não tenha aderido aos métodos da escola histórica alemã, háautores que dizem que sua obra sofreu muito mais influencia da escola histórica do que normalmente se imagina. Por exemplo, o moralismo de Marshall tão ironizado por Schumpeter não seria apenas reflexo da austera educação paterna que recebera, como querem alguns de seus biógrafos, mas também resposta as criticas da escola histórica alemã e dos socialistas que se preocupavam com as aberrações da...
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