Alberto Caeiro

583 palavras 3 páginas
Alberto Caeiro VS Pessoa Ortónimo Fernando Pessoa chamou a Caeiro o seu “Mestre”, pois ele era aquilo que Pessoa não conseguia ser: alguém que não procura qualquer sentido para a vida ou o universo, porque lhe basta aquilo que vê e sente em cada momento. Vive, assim, exclusivamente de sensações e sente sem pensar. É, pois, o criador do Sensacionismo, e também o Mestre dos outros heterónimos pessoanos. Enquanto Pessoa ortónimo procura incessantemente conhecer o que está para além daquilo que vê e sente, Caeiro não procura conhecer, não deseja adivinhar qualquer sentido oculto, uma vez que o “único sentido oculto das coisas / é elas não terem sentido oculto nenhum” e “as coisas não têm significado, têm existência”. Nos seus poemas, está expresso um conceito de vida segundo o qual, partindo da aceitação serena do mundo e da realidade, saboreia tranquilamente cada impressão captada pelo seu olhar, ingénuo como o de criança. É, ao contrário de Pessoa, o poeta do real objetivo e nunca foge para o sonho, nem sequer para a recordação. Vive no presente, sem pensar no passado, e por isso não sofre de qualquer nostalgia, por isso, não tem medo da desilusão, nem mesmo da morte. Alberto Caeiro é o “poeta da Natureza” e com ela partilha cada instante que o ciclo das estações lhe traz, feliz e deslumbrado com cada uma das maravilhas simples e naturais que o seu olhar lhe permite ver. Sente-se fazendo parte dessa natureza, como um rio, ou uma árvore, ou a chuva, ou o sol que brilha nos seus poemas como em nenhum outro poeta da “constelação pessoana”. Imbuída desta dimensão natural, a poesia de Caeiro é uma espécie de expressão espontânea e quase instintiva de pensamentos que são sensações. É uma poesia livre, inovadora, próxima da prosa e do falar quotidiano, como se brotasse de alguém que fala com um amigo, sentado sob o alpendre, ao entardecer. É clara e recorre a uma linguagem extraordinariamente simples. Nos seus poemas, mais ou menos longos, não há regras

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