Alan, Henri . A ciência é inumana: Ensaio sobre a livre necessidade. Coleção Questões da nossa época , 2ª Ed. São Paulo: ed. Cortez, 2004.

Páginas: 5 (1172 palavras) Publicado: 12 de dezembro de 2013
Alan, Henri . A ciência é inumana: Ensaio sobre a livre necessidade. Coleção Questões da nossa época , 2ª Ed. São Paulo: ed. Cortez, 2004.


Médico e especialista em biologia molecular de fama internacional, professor de biofísica em Paris, é autor de numerosos trabalhos de biologia celular, biofísica e inteligência artificial, é membro do Comitê Nacional de Ética das Ciências da Vida e daSaúde. Henri Alan, é pioneiro na descrição do ser vivo. O seu livro Entre o cristal e a fumaça já tornou-se um clássico das ciências naturais contemporâneas ao abrirum caminho fecundo para que se possa entender a natureza de uma maneira nova, na qual talvez deixe de ser absurdo imaginar que ela nos produziu.
Em sua obra Henri Alan, considera as questões do determinismo e da liberdade sob novaótica, refletindo sobre ética, reponsabilidade e liberdade, se opõe ao livre arbítrio, o retratando como uma ilusão que nos leva a ideia de que somos agentes livres em nossas decisões,filiando-se à filósofos naturalistas, especialmente Spinoza,Alan, leva o leitor a pensar em um determinismo absoluto, que determina tudo que existe na natureza.
No decorrer da obra são abordados os conceitos deliberdade e responsabilidade dentro de uma esfera determinista, ressaltando equívocos nos conceitos presentes na tradição moral kantiana; onde é pressuposto que se não livre-arbítrio, não a liberdade responsabilidade ou moral, portanto considera que é necessário pensar uma liberdade como algo diferente de nossa concepção kantiana, que se encontra defasada.
As ciências hoje são capazes de explicar o serhumano apenas mecanicamente as descobertas cientificas nos mostram que nossos pensamentos e comportamentos são determinadas por fenômenos biológicos, tais ideias levam – nos a penar que a nossas experiências de livre escolha não formam reais. Neste sentido a autor nos apresenta uma crise social; onde é necessário se opor ao livre arbítrio seria deixar de ser seres sociais, seres humanos o quenos é conveniente, é nessa problemática que se coloca a inumanidade das ciência ao desconstruir aquilo que achávamos nos ‘’diferenciar’’ da natureza. Neste quadro a ciência seria culpada por enterrar os princípios de moral e sociedade construídos até então.
Em defesa de suas ideias o autor cita Spinoza, que defendia assim como ele a concepção determinista, ele diz que não prega a morte damoral, em sua obra prima Ética, ele nos leva a encontra um modo de pensar que esteja mais adequado aos avanços tecnológicos. Nesta a obra a verdadeira liberdade é a de Deus compreendido como a natureza infinita que se exprime para nos no campo da extensão e do pensamento, existimos pela simples necessidade da natureza.
Alan, nos explica a responsabilidade dentro do seio determinista, usando odomínio jurídico como exemplo; a medida em que são descobertas novas causas neurobiológicas e psicológicas que levam o individuo ao comportamento criminoso é mais difícil pensar em tratamento e pena adequados, para fazer essa separação ele distingui responsabilidade de culpabilidade. Ora no caso de doentes mentais que planejam minimamente seus crimes, é possível dizer que estes agiram sem saber o quefaziam? Não, mas é necessário considerar que eles sofrem desajustes hormonais e psicológicos. Ele agiu portanto, sob alteração de discernimento, ele foi responsável, mas não culpado.
Para entender melhor o autor postula que aqui tratamos de diferentes responsabilidades. A responsabilidade priori representa a capacidade humana de responder pelo o que somos independentemente da circunstancia,devoresponder por um crime assim como respondo pelo que sou, na responsabilidade relativa a culpabilidade aparece, pois somos determinados a agir de certa forma, mas essas determinações acontecem dentro de um certo estado de consciência . Por tanto, o tratamento ou pena deve avaliar as responsabilidades envolvidas, a capacidade de passa por certa terapia ou sanção e também o estado de consciência em...
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