Adolfo Bioy Casares A Invena Sect A Pound O De Morel

25885 palavras 104 páginas
A INVENÇÃO DE MOREL

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ADOLFO BIOY CASARES

A INVENÇÃO DE MOREL

Tradução de
VERA NEVES PEDROSO

Com um prólogo de
JORGE LUÍS BORGES

Rio de Janeiro – 1986

Título original:
LA INVENCIÓN DE MOREL

Copyright© 1953, Emecé Editores S.A.

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Printed in Brazil/Impresso no Brasil

Capa
ANA MARIA DUARTE

CIP-Brasil. Catalogação-na-fonte
Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ.

Casares, Adolfo Bioy
C33i A invenção de Morel / Adolfo Bioy Casares; com prólogo de
Jorge Luís Borges; tradução de Vera Neves Pedroso. — Rio de Janeiro: Rocco, 1986.

Tradução de: La invención de Morel.
1. Literatura argentina - Novela, 1. Pedroso, Vera Neves II. Título.

86-0676 CDD- 868.998203

A
JORGE LUÍS BORGES

Prólogo
Jorge Luís Borges

Por volta de 1882, Stevenson observou que os leitores britânicos desdenhavam um pouco as peripécias e achavam ser prova de grande habilidade escrever uma novela sem argumento ou com argumento infinitesimal atrofiado. José Ortega y Gasset — em A desumanização da arte, 1925 — trata de explicar o desdém observado por Stevenson e, na página 96, declara "ser muito difícil, hoje em dia, inventar uma aventura ca­paz de interessar à nossa sensibilidade superior" e, na página 97, ser essa invenção "praticamente impos­sível". Em quase todas as outras páginas, faz a apolo­gia da novela "psicológica" e opina ser o prazer das aventuras inexistente ou pueril. Tal é, sem dúvida, o parecer comum em 1882, em 1925 e ainda em 1940. Alguns escritores (entre os quais me apraz contar Adolfo Bioy Casares) acham por bem dissentir. Resu­mirei a seguir os

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